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A música pode ser usada como remédio

Já falei aqui no blog sobre o valor da música no trabalho, comentando a pesquisa da professora de terapia musical na Universidade de Miami Teresa Lesiuk, que comprovou que quem ouve músicas durante o horário profissional conclui as tarefas mais rapidamente e têm ideias melhores. Também já contei da pesquisa realizada pela York University e pelo Royal Conservatory of Music de Toronto com 48 crianças de 4 a 6 anos, que afirma que estudar música na infância melhora inteligência.

Aí outro dia li um texto que contava que um avanço nos serviços digitais de música como Pandora, Spotify e Deezer que “tentam prever” o que o usuário quer ouvir baseados nos seus gostos e no que é popular ao seu redor.

Fazemos playlists para dançar, malhar, dormir, cuidar da casa, tantas coisas… enfim, as músicas determinam muito dos nossos sentimentos. 

E se esses aplicativos fossem capazes de dizer exatamente qual música é melhor para manter o foco ou desacelerar os batimentos cardíacos após uma corrida? E se a tecnologia dissesse como a música afeta o seu corpo e sugerisse músicas para tratar alguns sintomas?

Segundo o artigo, essa é a ideia básica do The Sync Project. Seu fundador, Alexis Kopikis, afirma que quer “descobrir se a música pode ser realmente usada como remédio” e que agora a tecnologia nas indústrias de música e da saúde estão suficientemente avançadas para que essa pesquisa seja conduzida.

Atualmente o projeto funciona como uma plataforma online e mobile que associa serviços de streaming de músicas com monitores vestíveis para rastrear como a música interage com o corpo do usuário. Os dados coletados são compartilhados com cientistas que podem usá-los em suas pesquisas. As informações que chegam por meio dessas plataformas são cruciais para os pesquisadores que querem analisar e entender os efeitos da música em um contexto real.

The Sync Project foi lançado oficialmente durante o South by Southwest 2015. A plataforma ainda está sendo testada por um pequeno grupo de cientistas e pesquisadores, com planos de expandir o grupo e eventualmente torná-lo público. A ideia central, no entanto, é que um dispositivo biométrico, como o FitBit, rastreie coisas como passos dados, índice cardíaco e padrões de sono, para que o usuário conecte-se com o app do The Sync Project em seu celular, traga com músicas por meio de programas de streaming. Ao longo do dia, o app rastreará as músicas ouvidas e os dados biométricos no momento em que as músicas tocavam.

Que tal?

musica muda humor

E um workshop hoje fala sobre este tema com uma visão bem científica:

CCBB Brasília traz logo mais o primeiro de sete encontros mensais com ciclo de debates sobre cultura e ciência. Hoje, estão escalados o neurocientista Esper Cavalheiro e o músico e professor José Miguel Wisnik, com mediação de Suzete Venturelli debaterão o tema. A entrada é gratuita e o projeto deverá seguir também para outras sedes do centro cultural.

Espero ansiosamente que chegue aqui em Sampa!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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