Mundo corporativo nas mídias sociais

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O mundo corporativo nas mídias sociais, este parece ser o tema do momento na minha área profissional. Um dia mídia social foi blog, já foi Twitter e parece que finalmente as empresas percebem-nas com uma “visão mais holística”. No grupo do MdeMulher, que reune os editores de blogs do maior portal feminino da web brasileira (do qual eu sou exatamente a Social Media Editor… cargo bem bonito que está virando moda aqui, mas não existia quando eu comecei por lá) temos debatido este tema há alguns dias, numa conversa iniciada por Maximiliano Ferreira, do Marketing Radar.

Na conversa eu notei como temos no grupo vários players que hoje prestam serviços para empresas interessadas em entrar nas mídias sociais com blogs corporativos. Sem contar que eu escrevo com Cybele Meyer no Mãe com filhos, um projeto corporativo da Trakinas,Renata Ruiz está no Adoro Joias, blog corporativo da H. Stern, Liliane Ferrari está em dois projetos semelhantes (e muito bem sucedidos), o Blog da LG e o MapfreMulher. A Mapfre tem um projeto de 2008, muito bom, o Ecoblogs, no qual está (com Lucia Freitas, uma das pioneiras nesta área) Denise Rangel, que também está na rede MdeMulher com o Sturm und Drang. E o Vinícius Mont Serrat escreve nos blogs iClips e no da i9.

Lembro quando, em 2007, poucas pessoas falavam do tema e eu conheci o trabalho de Fábio Cipriani e de Carol Terra, autora de Blogs corporativos, e que  entrevistei aqui. E noto que o mundo corporativo está caminhando de forma construtiva, abrindo espaço para profissionais se firmarem em novas áreas (eu, Lili e Renata somos jornalistas, é verdade, mas Cybele é advogada e educadora, Vinicius é estudante de administração).

E na nossa discussão, Vinícius MontSerrat, do Sucesso News, foi muito lúcido ao corroborar a postura que Liliane tinha colocado antes e com a qual eu também concordo.

“Um blog, ainda que corporativo, deve ser escrito por um blogueiro, uma pessoa que saiba lidar com a blogosfera e o mundo das mídias sociais. Se a pessoa ainda não é uma blogueira, que vire uma!”

Liberdade de expressão, conteúdo relevante, integração com com os leitores e outros blogueiros, são coisas básicas que todo blogueiro deve entender e assumir “botar em prática”, daí a ideia do blog corporativo ter um blogueiro como editor. Mas e o medo – enorme, em alguns casos – que as empresas têm de errar e ter um porta-voz que não saiba todas as políticas da empresa e que eventualmente se posicione de forma equivocada?

Concordo com Liliane, não adianta optar por censura posterior ou uma linha editorial pasteurizada,

“blog é gente, pessoa, relacionamento, tem que ter estilo de quem vai blogar. A atenção na escolha de quem que vai ser a cara da empresa blogando resolve este desconforto”.

E nada que reuniões com frequência mínima para toda equipe envolvida se tornar um verdadeiro time não resolva, né? Com esta visão nova e o bom e velho planejamento estratégico, não tem como não dar certo, né? E se você quiser se aprofundar, pensar nas razões para investir num blog corporativo,  vale ler os livros que ilustram o post ou (em inglês), o Código de Charlene sobre a politica de comportamento em blogs – ou direto no Blogging: Bubble Or Big Deal: When And How Businesses Should Use Blogs.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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