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Dia 08 a Forbes publicou um estudo mostrando que o Brasil é um líder global na igualdade de gênero na ciência, superando países como Estados Unidos e Inglaterra.

O estudo foi realizado pela Elsevier que comparou os Estados Unidos, a União Europeia (contados como um), o Reino Unido, Portugal, Chile, México e Brasil. Usando medições sobre tudo, desde o número de vezes que um artigo científico é citado com a proporção de mulheres entre os inventores, o estudo dá foco sobre a disparidade de género – e do progresso – na academia e as ciências em geral.

Entre todos os países estudados, Brasil e Portugal ocuparam o maior lugar na percentagem de mulheres autoras de artigos científicos, com 49% dos artigos científicos nos dois países agora são escritos por mulheres.

Devido ao tamanho do país a produção científica brasileira é mais robusta, considerando-se que em Portugal as mulheres fizeram 27.561 artigos científicos entre 2011 e 2015; No Brasil, durante o mesmo período, as mulheres foram autoras de quase cinco vezes esse número (153.967 artigos).

Notícia surpreendente

Achei curioso que a Forbes destacou essa pesquisa como surpreendente, será que eles ainda acham que a mulherada daqui só sabe dançar samba? De acordo com o ministério da educação, as mulheres são maioria no ingresso e na conclusão de cursos superiores, elas representam 60% das pessoas que concluíram os cursos superiores no Brasil, a forte presença feminina ainda está mais atrelada aos cursos de humanas. No entanto, quando são considerados apenas os cursos relacionados às ciências (biologia, farmácia, engenharias, matemática, medicina, física, química, ciência da computação, entre outros), a participação feminina cai para 41% – índice que não registra aumento desde 2000.

Ainda tão poucas na ciência

No entanto, quando são considerados apenas os cursos relacionados às ciências (biologia, farmácia, engenharias, matemática, medicina, física, química, ciência da computação, entre outros), a participação feminina cai para 41% – índice que não registra aumento desde 2000, olhando no site do CNPq, a proporção de bolsistas do sexo feminino do CNPq vão diminuindo conforme cresce o nível hierárquico da bolsa. As mulheres entram nos projetos de iniciação científica, mas conforme o tempo vão saindo da pesquisa ou a produtividade vai caindo, devido a inúmeros fatores, reconhecimento dos pares, licença maternidade, constituição da família e etc.

Falta encorajamento

Existem muitas formas em desencorajar uma garota para seguir a carreira científica, a mais cruel de todas é reproduzir que as meninas não conseguem aprender matemática,  de acordo com estudos recentes apresentados para revista Science, a partir dos seis anos as garotas começam a não se interessar por jogos e brincadeiras destinadas para “pessoas realmente inteligentes” pois se não associam seu gênero a inteligência, e esse desinteresse vai crescendo com o passar dos anos, o que as desestimulam a ingressar em carreiras de exatas.

Um estudo de 2017, comissionado pela Microsoft, revelou que meninas na Europa começam a se interessar nas áreas de ciência, tecnologia, matemática e engenharia aos 11 anos. Contudo, elas perdem interesse quando chegam aos 15 anos. O questionário foi feito com 11.500 garotas em doze países da Europa.

De acordo com o levantamento, a conformidade com as expectativas sociais, os estereótipos de gênero e a falta de modelos são as principais causas desse êxodo. O estudo também indica que a presença de professoras como mentoras na área científica tem mais impacto na escolha da carreira do que o encorajamento familiar.

Diferenças de Gênero

NA ESCOLA

  • Estudos mostram que atitudes de pais e professores para com meninos e meninas pode reproduzir estereótipos de gênero e afetar motivação e resultados
  • Quase 40% das meninas brasileiras de 6 a 14 anos discordam que são tão inteligentes quanto os meninos, segundo a ONG britânica Plan International, que entrevistou 1.948 garotas
  • Já na puberdade o desempenho das meninas nas matérias exatas começa a cair (ainda que o interesse continue alto). A participação feminina em competições de matemática, por exemplo, diminui

NA UNIVERSIDADE

  • Um estudo da ONG Science Club for Girls diz que 29% dos alunos do sexo masculino se formam em matemática ou ciência, em comparação com 15% das mulheres
  • Alunas, em comparação a homens, tem 50% mais chance de desistir de cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática depois de fazer o primeiro semestre de cálculo, segundo estudo da revista “Plos One”

NA VIDA PROFISSIONAL

  • Entre os 1.379 CEOs (diretores executivos) que responderam à pesquisa global da PwC, somente 102 (cerca de 7%) eram mulheres
  • Na América Latina, o salário das mulheres equivale a 84% do que recebe um homem no mesmo cargo
  • Em cargos de chefia, a diferença de salários aumenta. Elas ganham 68% do que recebe um homem

Fonte: Folha de São Paulo

Como estimular uma garota a reconhecer o seu valor

Recomendo muito que as pessoas vejam o filme “Histórias Cruzadas” (The Help), ele fala sobre direitos humanos, luta pelos direitos civis das pessoas negras, sobre mulheres e sobre crianças, centrado na figura das empregadas domésticas negras das décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos.

E o print que tirei é de uma das cenas mais ternas do filme quando a babá, fala para a garotinha sempre se lembrar que ela é inteligente, gentil e importante. É uma cena muito impactante, porque ela ensina diariamente para a menina que ela reconheça os seus próprios valores.

Acho que é isso que nós mulheres sempre devemos ter em mente, que mesmo que tentem nos diminuir por nossas escolhas, mesmo que nossos pais, amigos e professores nos desestimulem, temos que lembrar que podemos fazer e ser tudo que queremos ser contato que esteja alinhado aos nossos desejos e aspirações!

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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