entretenimento / mãe

“Sim, eu estou grávida pela terceira vez. Mas foi sem querer, juro! Nenhuma pessoa sensata, em pleno século XXI, que ganhe menos de 10 salários mínimos vai pensar em ter três filhos hoje em dia. Mesmo sendo de uma classe média, “meia bomba agonizante” como eu. Na verdade eu tinha determinado que dois filhos homens já era lindo, supersensacional e digno. Ainda mais por ser aquele tipo de mãe que chora quando o pequeno tem acesso de cólica, quando o dente dói as gengivas ou quando em reação a vacina.”

Fotos "roubadas" do Flickr da autora do livro

As palavras acima quase podiam ser minhas, né? Mas não são (felizmente, admito, não tenho planos de ter uma menininha não!), tirei-as do livro Engraçadinha em: gravidez-crônica, de Flávia Moura (Clube dos Autores). Há algumas semanas (meses, na verdade) recebi o livro de presente da irmã da @missmoura, @engracadinha. Não sabia que eram irmãs e de cara notei talentos em comum (genética boa) nelas, como a conversa gostosa, o jeito carioca (debochado, bem mais do que uma paranaense como eu está acostumada) e a simpatia imensa com a vida. Para minha genuina satisfação, o livro com que ela me presenteou tinha as mesmas qualidades: uma pintura (ao estilo pop art, com aquelas tonalidades vibrantes de algumas fases mais “explícitas” de Andry Wharrol) do que é ser mãe atualmente.

engracadinha capaFlávia narra suas peripécias como mulher que, depois de refazer tudo (inclusive uma recauchutagem daquelas, com lipo, plástica, tudo que se tem direito depois de ser mãe duas vezes), se descobre grávida novamente. E narra com requintes de detalhes e liberdade de linguagem que me fez sentir que sou um livro lacrado, justo eu, que tenho neste diário virtual um retrato do meu cotidiano justamente como mãe. Admiro imensamente pessoas que realizam sonhos assim – @engracadinha publicou o livro por conta própria, via Clube dos Autores – e louvo imensamente esta nova maternidade que surge via web e faz as situações mais comuns do cotidiano serem compartilháveis sem a gente se sentir piegas por querer contá-las.

Eu confesso que meu lado “boa moça” ficou meio impressionado com a língua solta carioca da @engracadinha, mas não deixei de rir em inúmeros momentos e de me divertir com a realidade de família que lembra tanto momentos meus, seus e nossos… Quer saber mais? Compre o livro, leia o blog “Não me acompanha que eu não sou novela!” e siga-a no Twitter.

#ficaadica

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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