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No Mãe com filhos, a educadora Cybele Meyer tratou de um tema que preocupa muito os pais: a mudança de escola. Eu vivi esta mudança com meu filho mais velho exatamente às vésperas da mudança do ensino fundamental, que incluiu o pré na grade curricular obrigatória, aumentando em um ano o tempo de escolaridade das crianças. E o fiz mudando de estado, do Paraná para São Paulo, o que me trouxe dificuldades, não com o mais velho, mas com o caçula, que faz aniversário no final do segundo semestre.
Como ele já estava no período regular, continuou aqui. Mas em São Paulo as famílias preferem “atrasar” suas crianças, de modo que elas possam entrar na escola com mais condições de participar, então meu filho tem convivido com colegas que podem ter até mais de 12 meses mais do que ele. A “competição” é injusta, tenho sempre a sensação de que ele está imaturo para o que lhe é exigido… mas, comparando com o que eu era com a sua idade, não acho que a falha é tanto dele, é mais do sistema atual que exige muito das crianças – e tudo muito cedo!


O governo Lula pretende padronizar a entrada das crianças no fundamental, uma vez que estados e municípios têm adotado lógicas diferentes o que cria dificuldades quando o estudante precisa mudar de rede. E, como eu suspeitava, escolas particulares disputam para ver quem aceita crianças mais novas.

Segundo a recomendação do governo, quem completa seis anos após o limite deverá estar na pré-escola e entrar no fundamental apenas no ano seguinte, mas, como a recomendação não tem força de lei, há uma realidade muito diversificada e alguns estados aceitam crianças com cinco anos na educação fundamental, desde que completem seis durante o ano letivo – que foi o caso do meu filho caçula, que ingressou no fundamental com 5 anos e só completou 6 no final de outubro daquele ano.

Pelo que averiguei, o Conselho Estadual de São Paulo permite que o aluno complete seis anos até o fim de junho; Mato Grosso do Sul e Paraná aceitam até dezembro. Segundo a Folha de S. Paulo, se aprovada pelo Congresso, a nova lógica definida pelo governo valerá para alunos que ainda vão entrar na pré-escola. Infelizmente, uma nova turma fica na transição, pois não está definido o que ocorrerá com as que já cursam essa etapa e estão prestes a entrar na educação fundamental. Espero que, como disse o disse o autor da proposta, senador Flávio Arns (PSDB-PR), possamos “ter um currículo adequado ao desenvolvimento da criança”.


Além do fundamental de nove anos, o MEC planeja normatizar a pré-escola (quatro e cinco anos), que será obrigatória a partir de 2016, conforme regra que entrou em vigor em novembro. A ideia é proibir repetência e avaliação com nota nessa etapa.

E aí, em sua cidade e estado, leitor, como as escolas estão fazendo a inclusão das crianças da pré-escola? Conte para nós!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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