MSN – e o Twitter – nas redações

Twitter e MSN ajudam ou atrapalham o trabalho?

Há uns anos fui entrevistada por uma repórter do jornal que foi de meu avô em Ponta Grossa (PR) acerca de uma homenagem que ele receberia. Ela me ligou e como eu tinha umas coisas para lhe passar, sugeri que terminássemos o papo por MSN, pois assim eu poderia enviar os arquivos e tudo mais. Minha imensa surpresa foi ouvir que o MSN era proibido na redação!

Bem, eis que hoje me deparei com um debate no Comunique-se que tratava exatamente deste tema, MSN nas redações: facilidade ou problema? O texto de Clarice Passos e Svendla Chaves trazia à tona uma questão que hoje vejo se replicar quanto ao Twitter, a dificuldade de separar o uso profissional do MSN (e do Twitter) do uso pessoal que é mais voltado ao lazer.

Uso o MSN para o trabalho há tantos anos que perdi a conta, possivelmente desde que voltei do Japão e passei a trabalhar à distância para a redação de lá, ainda em tempos de internet discada por aqui.  Talvez por conta das limitações que vivi nesta transição e do fato de ter começado a usar o MSN para o trabalho – e não para lazer -, me habituei a não “perder” tempo nele durante o horário de trabalho. Mas não é fácil, a tentação de divagar com amigos neste espaço virtual é imensa.

E não estou só. Segundo dados do Ibope/NetRatings citados na matéria, o “MSN é utilizado por 74% dos internautas residenciais ativos no Brasil, somando cerca de 17,1 milhões de pessoas por mês”.  Como fazer para focar no trabalho sem ficar eternamente aparecendo offline no MSN? Minha sugestão é a mesma que fiz no post de Dicas e Ferramentas para Twitter: a criação de uma identidade corporativa, na qual apenas estão adicionados contatos profissionais – ideia corroborada por Renata Giacobone e citada no texto que comento. Fiz isso há um ano e meio e tem sido muito bom!

Achei muito interessante o que ponderou o professor do curso de jornalismo da PUCRS, André Fagundes Pase:

“O jornalista precisa saber que dentro do MSN existe outro tipo linguagem, outro tipo de resposta. Não se tem, por exemplo, a resposta facial ou vocal, para saber se a fonte está sendo irônica ou não. É outro código de linguagem. (…) “A falta desses elementos não-verbais pode trazer problemas de interpretação e de comunicação que podem comprometer a entrevista: “É preciso usar com muita calma, para compreender os sentidos. O mesmo tom que eu estou usando agora pode parecer muito frio no comunicador. Eu não tenho como observar uma ironia, uma malandragem”.

Além de servir para o jornalismo, pesa para vários outros campos profissionais que utilizam Instant Messengers para sua atuação cotidiana – e aqui pessoas como meu marido que usam o Skype para tratar dos negócios passam a ter muita razão!

E você, o que acha do uso destas redes sociais de comunicação para o trabalho? Ajudam ou atrapalham?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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