Furoshiki: ecobag, bolsa com estilo ou embalagem para marmita?

Tudo começou num papo descontraído no Facebook que eu vi no Twitter sobre os furoshikis como opção para criar bolsas legais para sair. A partir desta foto que reproduzo abaixo comentei que o furoshiki era um embrulho e o papo rendeu a ponto de me fazer trazer para cá.

história do furoshiki e modos de amarrar o lenço para virar bolsa chique

“O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês, através da utilização de um tecido quadrado este possibilita embrulhar qualquer objeto. Surgiu durante o Período Edo quando os senhores feudais frequentavam os banhos públicos, cada um carregava seu vestuário embrulhado no furoshiki, por sua vez cada furoshiki era identificado com o brasão da família. Durante o Período Edo havia muitos incêndios com isto o furoshiki servia como uma mala de mudança,os objetos embrulhados eram carregados nas costas e cabeça.”

Vale qualquer tamanho?

O tamanho deste simples tecido quadrado pode variar de acordo com o objeto a ser embrulhado e o tecido usado pode ser desde um algodão, tecido sintético, orgânico ou até algo mais delicado e refinado como a seda.

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Atualmente tem algumas propostas super bonitas e atuais, como esta que protege o notebook com um lenço lindo. Quem vai imaginar que dentro deste pacote tem um Mac?

Gostei de ver como o furoshiki voltou a ser usado. Minha avó nasceu em 1902 e veio para o Brasil com 15 anos, portanto nem passou pela fase do “desuso” do artefato, daí a gente usar sempre na família. Mas lendo um texto soube que após a Segunda Guerra Mundial o furoshiki começou a perder sua popularidade – por conta das sacolas plásticas, sempre elas – e a Ministra do Meio Ambiente Yuriko Koike lançou a campanha Mottainai Furoshiki. Mottainai é uma expressão contra o desperdício e esta campanha engloba o conceito dos 3 R´s reutilizar, reduzir e reciclar, com objetivo de resgatar e incentivar o uso do furoshiki como eco-bag, para substituir o uso de sacolas plásticas.

Minha vó e minhas tias japonesas sempre usaram uns assim, de algodão bonito, para levar os pratos que faziam para as festas da colônia japonesa. Levei lanches assim para escola quando era criança, achava lindo e chique. No Japão vi muitos lindos – e caros – à venda e no uso para levar a marmita para o trabalho. Sim, aquelas marmitas lindas que todo mundo compartilha em fotos nas redes sociais, elas são comuns e reais, lindas como nas fotos. E deliciosas. Merecem ou não uma “embalagem” chique?

Para quem ficou curioso, abaixo tem ideias para fazer a “amarração” do lenço e criar suas bolsas.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.