cultura web

“Tablets não são para todo mundo. Não são realmente portáteis e fazem o mesmo que smartphones e notebooks. Então por que comprá-los?”
Al Sacco, no CIO

Um debate que começou aqui por conta desta nota, gerou uma conversa longa com @sustentabilizar e @cris_guimaraes no Facebook outro dia. Nos argumentos da Julianna eu me vi, meses atrás, criticando ferrenhamente a Apple (e seu marketing que sim, é das piores lavagens cerebrais que conheço) como ela que diz  que é “avassalador, criando uma necessidade que não se tem na cabeça das pessoas, quem pode comprar e não tem um fica parecendo um alienígena“, mas ao mesmo tempo percebendo que ter um tablet mudou muito minha rotina e me fez ter mais qualidade de vida em vários aspectos.

E aqui, deixe falar, algumas críticas ao tablet não cabem no meu porque é Android, com várias apps boas e gratuitas e tem um tamanho bem legal (10 polegadas) e por isso cabe em bolsas com facilidade – sem falar que tem TV digital e porta usb, mas nem vou comentar mais ou parecerá propaganda.

Mas e os quatro motivos para não ter um tablet?

O autor conta que passou algum tempo com muitos dos mais famosos tablets do mercado, incluindo iPad, BlackBerry PlayBook, Samsung Galaxy Tab, Galaxy Tab 10.1 e o Xoom da Motorola e concluiu que “a fama excede a realidade”. Ele ressalva que os tablets podem ser “bons para segmentos industriais ou usuários específicos” e que podem “evoluir para valiosos aparelhos de produtividade”, mas para um usuário “comum” de tablet (nós?!) que não tem necessidade de utilizar o aparelho em serviços de campo, acredito que o brilho do portátil esteja desaparecendo e, quando isso acontecer, você estará com um mais um pedaço de hardware velho e chato.

Vejam os motivos apresentados por Al Sacco:

  • 1 – Os tablets não são portáteis: “é preciso carregar uma bolsa estranha ou capa para o aparelho; não se pode simplesmente colocá-lo no bolso e esquecer que ele está lá, como um celular. Claro, poderia carregar meu tablet na mão, como um livro, mas isso é ainda mais estranho e torna ainda mais fácil que eu o esqueça em algum lugar. Ou pior, acidentalmente deixe-o cair e quebrar. Para mim, uma bolsa é necessária. E, nesse caso, no lugar do tablet posso muito bem levar um notebook, que tem muito menos restrições de uso, desde que ele não seja muito maior que o tablet.”

Minha experiência: eu levo como livro, carrego na bolsa (sempre com a capa, é verdade, mas é por praticidade e não porque temo que estrague) e meu tablet ocupa menos espaço e pesa muito menos que meu netbook, por exemplo. Mas concordo com o autor, não imagino meu marido, que ama seu iPhone 4, carregando um tablet por aí – ele prefere o aparelho celular mesmo já que não tem hábito de andar com mochilas.

  • 2- Os tablets são apenas mais um hadware para carregar: “Penso que meu tablet é apenas mais um hardware que eu preciso levar comigo. Ele não substituiu nenhum gadget na minha vida – ainda uso meu notebook e meu desktop da mesma maneira que quando não usava os tablets. E o mesmo se aplica aos meus vários smartphones.”

E aqui ele fala do meu tablet, então abro aspas de novo porque concordo com o que diz

“Por exemplo, o Galaxy Tab 10.1 é ótimo para acessar a internet deitado no sofá, ouvindo música. Ele é muito mais flexível que um computador portátil porque você pode segurá-lo praticamente de qualquer maneira enquanto vai de um site a outro. E a resolução da tela torna a navegação uma experiência muito mais agradável do que usar o pequeno display de um smartphone.

Tenho usado o tablet em eventos (e coletivas de imprensa) e reuniões com clientes. Serve perfeitamente a este propósito. Há algumas semanas viajei para o exterior e não levei netbook, fui munida apenas de iPhone e Galaxy Tab e de lá fiz posts, respondi e-mails e vi seriados. Mas concordo com Sacco, se eu precisasse escolher um aparelho “para trabalhar em algum lugar por bastante tempo, escolheria meu notebook, com teclado e telas maiores, mas fácil de usar e com uma seleção de aplicativos muito mais abrangente”. Só que no meu caso mais tempo seria realmente uma semana ou mais… para poucos dias, sem dúvida o tablet já provou que me atende super bem.

  • 3 – Limitações no navegador: Apesar de muitos fabricantes afirmarem o contrário, as ofertas atuais de tablets ainda não oferecem uma navegação web parecida com aquela do computador, o que pode fazer com que algumas pessoas continuem a utilizar seus notebooks. Caso precise procurar algum site, o usuário pode preferir um smartphone, já que é muito mais portátil e oferece praticamente a mesma navegação.

Esta crítica se popularizou porque o iPad foi lançado (e revisado) sem aceitar o Flash e, embora outros tenham resolvido isso, a má-fama do tablet ficou! Mas ainda há muito para evoluirmos neste aspecto e lembro de uma conversa que tive com @thassius (do @tecnoblog) sobre os sites se adaptarem ao mobile, coisa que poucos lembram de fazer e que é uma alternativa mais barata e simples do que criar novos navegadores. Meu blog tem ajuste mobile desde 2009 – sério! – e este ajuste é feito por um aplicativo simples que instalei no painel do wordpress.org (agora disponível também para Blogger). Observar quem é o leitor do seu espaço (coisa que podemos fazer olhando o analytics) é uma providência que ajudaria muito esta adaptação, tanto para tablet quanto para smartphones.

"Visitantes por mobile do blog @avidaquer em junho 2011"

  • 4- (Alguns) tablets não foram feitos para durar: “A razão é que praticamente todos os tablets são compostos de uma fina camada de vidro ou de uma substância parecida – e todos sabem que vidro quebra com facilidade”.

O argumento mais fraco que li neste artigo foi que os tablets são frágeis… como se celulares, notebooks, câmeras, enfim, nossos gadgets cotidianos não fossem né? Mas tenho que concordar com um ponto:

“Apesar da diversão inquestionável e sua validade em algumas situações e ambientes específicos, tablets ainda são um item de luxo para a maioria das pessoas; ninguém, na verdade, precisa deles, porque na verdade não oferecem nada além do que a combinação de um smartphone com um notebook dê conta.”

Sim, você pode viver tranquilamente sem um deles. Mas se for escolher um novo aparelho para comprar e estiver entre um netbook para sair ou um tablet, eu indicaria um tablet, já que com ele você vê filmes e lê livros com real conforto, além de poder também escrever seus documentos, responder e-mails, usar redes sociais, jogar, ouvir música…

Google + nova rede social

Ao receber convite para a nova rede social Google +, já entrei nela via aplicativo para Android, tudo funcionando perfeitamente. Com vários aplicativos, como Analytics e Docs, eu posso ter outros serviços semelhantes e minha vida, confesso, é bem mais simples do que quando tinha só o netbook fora de casa. Mas, mesmo contando que cerca de 1/3 dos posts que escrevo atualmente já são feitos no tablet ou iPhone, nenhum dos dois substitui meu bom e potente desktop do escritório.

E ao ver uma notícia que diz que Brasileiros usam mais iPad e tablets Android que os norte americanos, eu sinto que não sou um peixe fora d’água… sou apenas um peixe nadando em águas diferentes das que envolvem Al Sacco e seus conterrâneos.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas