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Um dos filmes mais fofos que vi em 2015 foi Begin Again (Mesmo se nada der certo, como chama no review dele aqui no blog, feito pela Sara).

O filme se passa em alguns ícones de Nova York e ao mesmo tempo mostra uma cidade nova, com menos glamour e mais ternura. Em tudo há música, afinal, trata-se do “pé na bunda” que os dois personagens principais levaram de seus companheiros (um deles vivido por Adam Levine) e das rasteiras profissionais no mercado musical que essas rupturas trouxeram.

Em dois momentos memoráveis casais passeiam pela cidade à noite dividindo o fone de ouvido do celular e a insólita trilha sonora das playlists de cada um traz uma luz nova a tudo. E nesta hora o personagem de Mark Ruffalo diz a Keira Knightley algo que registrei como “mostrar as musicas do seu celular é se desnudar“.

Em 50 tons de cinza – a trilogia “literária”, não o filme – as musicas também têm um papel valioso, trazendo histórias íntimas e criando vínculos. 

(Sabia que há um hotsite com as musicas dos livros?)

Por isso neste Valetine’s Day trago o assunto para cá com uma reflexão: 

Com quem você divide suas musicas?

Eu divido – e parcialmente! – com meus amores, marido e filhos. Mas confesso que quando deixo todas as musicas que tenho no celular tocarem para eles (tipo numa viagem de carro), eu me sinto meio sem jeito, quero pular algumas ou fico explicando porque estão ali! 

😜😂😆😅 

Sabe que essa sensação de invasão de privacidade parece não ser tão descabida nem exclusivamente minha?

Artigo de Javier Sampedro começava com a pergunta que me fez crer que não sou a única.

Há algo mais pessoal que o seu gosto musical? 

Parece que psicólogos experimentais de Cambridge demonstraram que os nossos gostos musicais são bastante previsíveis – o que me faz crer mais ainda na teoria da nudez!

😱😱😱😱

Segundo eles, basta conhecer o estilo de pensamento de uma pessoa – se tende a simpatizar ou a sistematizar – para adivinhar qual música ela gosta. 

David Greenberg e seus colegas da Universidade de Cambridge mostraram empiricamente no PLoS ONE que a música que uma pessoa gosta pode ser facilmente deduzida a partir do seu estilo de pensamento.

Entenda: esse é um parâmetro psicológico que divide os humanos em duas grandes categorias. 

– os simpatizantes, que baseiam seu comportamento em avaliar e responder às emoções dos outros (e, portanto, são mais Mozart)

– e os sistematizadores, que se dedicam mais a descobrir as pautas e regularidades que o mundo esconde (e ficam com Bartok). 

Tá bom, vamos trazer pro nosso século musical. Ou para os últimos 50 anos…

Pesquisadores recrutaram 4.000 participantes pelo aplicativo myPersonality do Facebook, que pede aos voluntários que se submetam a uma série de perguntas psicológicas. Alguns meses depois, os cientistas pedem a esses mesmos voluntários escutarem 50 músicas e classificá-las por notas. As canções pertencem a 26 gêneros e subgêneros musicais, para garantir que o gênero não importa e que são as preferências dentro de cada gênero que serão levadas em conta.

Os resultados demonstraram que os simpatizantes preferem o rythm & blues, o rock suave – ninguém compôs baladas mais profundas que as feras do heavy metal -, a canção melódica e os cantores. Os sistematizadores preferem o rock pesado, o punk, o jazz de vanguarda e outras construções melódicas complexas e sofisticadas, o tipo de música que nunca se ouve em um elevador. 

Se achou?

Então já sabe: se você não quiser ser desnudado por qualquer um, guarde sua lista de musicas favoritas para dividir só com quem escolher 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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