Mop, meu companheiro de faxina

Eu estava passando pano em casa, usando meu inestimável “mop”, instrumento incrível que descobri há 20 anos no Japão e me permite limpar a casa sem precisar tocar no pano de chão (e no meu caso, nos produtos de limpeza que me causam graves crises alérgicas) e Manuela resolveu me ajudar.

Deixei, pois acho valioso que todos, meninos e meninas, saibam cuidar das suas coisas e que sejam seres com independência e autonomia (inclusive para limpar suas coisas).

Ela começou a olhar e me perguntou coisas sobre o design do produto. Eu respondi:

– Filha, não sei o que o cara pensou quando inventou isso.

Ela retrucou, prontamente:

– O cara ou a moça, mamãe, você não sabe se era homem ou mulher quem inventou.

E é verdade. Eu não sabia, mas nasci no século XX e fui criada supondo que tudo era no “masculino”.

Fui pesquisar e descobri que um engenheiro aeronáutico (graduado na Espanha e na Finlândia) ficou famoso por ter fundado em 1958 uma companhia que popularizou este artefato, a Manufacturas Rodex. O produto, que só agora é conhecido por aqui (vejo muito nas ofertas do Armarinhos Fernando, por exemplo) se tornou tão popular que dizem que Rodex e era um sinônimo de mop ou fregona. Mas Manuel Jalón Corominas não o inventou. Numa viagem aos EUA, ele o viu em uso e aprimorou e popularizou a invenção de Eddy Key, patenteada em 1893.

O que o espanhol fez foi vendê-la como um instrumento de trabalho útil para donas de casa, pois nos EUA eram usados para limpeza industrial e afins. Há um tanto de controvérsia sobre o tema, mas o fato é que ele ficou famoso por livrar as mulheres do trabalho de joelhos e por isso acho que merece crédito.

Tem mais dessa história aqui.

Curiosidade: até hoje o sistema era parecido, só agora se popularizam aqueles que giram!

E já que falei de faxina em casa…

Vale relembrar dois temas:

Vida de rico – ou a cultura da sinhazinha e do senhor de engenho que não nos abandona!

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Das empregadas e nossa vida de primeiro mundo…

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Voltando a ser dona de casa com o método FLY Lady

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Ao contrário do que acontece com as mulheres, o tempo extra dos homens não se converte em maior dedicação a afazeres domésticos. A jornada deles dentro de casa permaneceu a mesma de dez anos atrás: dez horas semanais. No mesmo período, as mulheres mantiveram seu ritmo de trabalho fora de casa em 35 horas e meia. Dentro de casa, porém, a jornada delas chega a 21 horas e 12 minutos por semana, mais que o dobro da dos homens. A culpa disso, minhas amigas, é nossa!
Ao contrário do que acontece com as mulheres, o tempo extra dos homens não se converte em maior dedicação a afazeres domésticos. A jornada deles dentro de casa permaneceu a mesma de dez anos atrás: dez horas semanais. No mesmo período, as mulheres mantiveram seu ritmo de trabalho fora de casa em 35 horas e meia. Dentro de casa, porém, a jornada delas chega a 21 horas e 12 minutos por semana, mais que o dobro da dos homens. A culpa disso, minhas amigas, é nossa!
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.