Modelos plus size versus modelos que parecem anoréxicas – que cada um possa ser como a natureza lhe fez!

Tudo começou aqui:

“Uma polêmica envolvendo gordinhas e anoréxicas estampou a revista americana Plus Model. Na capa, a modelo russa Katya Zharkova abraça uma modelo anônima visivelmente abaixo do peso. O contraste é acentuado pelo teor da reportagem, que além de criticar o padrão magérrimo das meninas de passarela, diz que estas jovens criaram um IMC próprio, o IMC da anorexia (IMC é o índice de massa corpórea, calculado pelo peso divido pela altura ao quadrado).”
Luciana Vicária
 

Modelos plus size versus modelos anoréxicas - deixem cada um ser como a natureza lhe fez!

O artigo tinha um título interessante, mas, ao invés de perguntar “O que há de errado com elas?“, devemos nos perguntar o que há de errado conosco… hoje em dia mulheres lindas como a Marilyn Monroe seriam plus size! Que mundo é esse?

Me surpreende mesmo estas mulheres (lindas) serem plus size… fala sério!

Moro num bairro de tradição europeia, especialmente italiana. Nestes sete anos aqui (vividos depois de uma estadia na Ásia, onde fiz as pazes com meu biotipo) aprendi que a beleza está em não brigar com a natureza.

É desnecessário mudar a natureza dos nossos corpos, cabelos, pele com artificialidades, quando podemos ser mais belos e saudáveis se aprendermos a cuidar do que temos, não aceitar o que temos, mas fazer o melhor com a “matéria prima” que Deus nos deu.

Vejam bem, eu não defendo que todos nós passemos a abusar da alimentação, bebida, sedentarismo e fiquemos todos como os personagens do filme Wall-e, concordo que “as modelos obesas são uma resposta a isso tudo, mas não devem ser o padrão”, como disse uma leitora do texto que citei. Mas tem que haver “um meio-termo que não aparece nos editoriais de moda ou nas passarelas. Por que o corpo não pode ser como a das misses dos anos 80, curvilíneo e com IMC saudável, tamanho 40 ou 42?”

Compartilhei a fotomontagem no Facebook e choveram comentários interessantes que eu reproduzo aqui, abrindo o debate.

Interessante ler o que os homens dizem. Ao ler comentário de Elis Monteiro sobre a gente internalizar a cobrança social, Fábio Mayer relembrou que as “mulheres influentes (atrizes, cantoras, pessoas de mídia) foram aceitando a imposição, buscando emagrecer, aplicando próteses de silicone, se deixando coisificar e isso virou um padrão perverso”.

Assim como tem o lado da indústria da moda, como lembraram Anamaria Mendes e Simone Sterpeloni. Ela contava que como dona de loja de roupas femininas (a Bella Saia) discute muito os padrões da moda que não funcionam na prática.

“Hoje o P, M, G e GG equivalem a 36, 38, 40, 42. Quando vemos uma confecção que “diz” que tem uma modelagem maior, o GG equivale ao 44.  Isso faz com que mulheres lindas, que usam 42 se sintam gorda ao ter que usar uma roupa GG. É um absurdo! E tambem afeta mulheres que deveriam vestir o tamanho 48, que entram na loja e dizem “meu tamanho é G”, pegam uma roupa q equivale ao 42, e quando não serve, sentem-se péssimas! “

Ela retrata a realidade que vemos nas ruas. Dentro do tamanho ofertado, por volta de 50% das clientes usam tamanhos acima do 46. Se fosse um reflexo das mulheres reais, os tamanhos deveriam ser: P = 38 e 40, M = 42 e 44, G = 46 e 48 e GG = 50, 52. Esta questão dos tamanhos de roupas já foi tema de post aqui, lembram-se? Estão em Roupas femininas terão novas normas de medidas, com infográfico das mudanças que deveriam ocorrer e da falta de padrão que debatia em Pesos e Medidas das confecções brasileiras e Tamanhos e padrões.

A gente vê uma roupa bonita e pode se sentir bem, mas evitando olhar o número da etiqueta e pensando apenas em se sentir bonita com a roupa. Se olhamos o número com padrão de medidas, é fácil se sentir deprimida… eu, do “alto dos meus 1,50m” preciso comprar 40 e às vezes 42 para caber em roupas de algumas grifes. E não sou gorda não, me considero “normal” para uma mulher que teve dois filhos e está perto dos 40 anos. Mas admito que ao ver a etiqueta eu fico me sentindo “gigantona”, sabem?

E aí, como vocês se sentem queridas leitoras?

E vocês, leitores, não querem opinar também sobre o tema e trazer luz a esta preocupação feminina?

P.S. A matéria original (em inglês) está aqui. E no blog tem mais posts sobre esta temática: A sensualidade GG – e as insuportáveis regras de moda para quem é “diferente”A sensualidade GG – e as insuportáveis regras de moda para quem é “diferente” e Love your body day.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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