MJ – The choice of generation

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Um ano atrás o mundo todo, do sincero luto à crítica ferrenha, falava do Rei do Pop, o artista que, como diz o video, foi a escolha de uma geração – há um ano eu falava Ídolo de uma geração. É um comercial sim, mas baseado numa das minhas músicas favoritas dele e tem a doçura que MJ representou para uma geração que conheceu sua música antes dos escândalos, da casa parque de diversões com amigos menores de idade, das cirurgias e mudanças de aparência, antes do Peter Pan se ver virando adulto. O garotinho imitando MJ é a cara de uma geração, a mesma que sonhava com uma festa como Footloose para dançar como Kevin Bacon (hehehe) e acreditava que as escolhas eram suas, não midiáticas.

Mas vai ser um fenômeno midiático ver Michael Jackson’s – This is it,  documentário com os últimos ensaios de Michael Jackson para a turnê `This is it´, Michael Jackson Thriller homenagem em sua morteque começaria em julho de 2009 na O2 Arena, em Londres. O filme mostra a preparação e os planos de MJ para sua turnê de despedida dos palcos, série de 50 concertos que começaria em 13/07/2009 e foi interrompida pela súbita morte do cantor em 25/06/2009, 18 dias antes dos concertos. Os menos ligados em música ou no Rei do Pop podem não ter notado, mas 2009 reavivou a indústria fonográfica. Segundo o instituto Nielsen, Michael Jackson foi o artista que mais vendeu nos Estados Unidos em 2009: 8,3 milhões de CDs e mais de 12 milhões de faixas compradas pela internet.

O documentário, que a Globo exibe no domingo, 27/06, depois do Fantástico, foi dirigido pelo coreógrafo Kenny Ortega, não é inédito. Mas conta com um “acervo” de músicas, trechos de clipes e filmes, cenas de bastidores da criação e ensaios do cantor – de “Wanna Be Startin’ Somethin” a “Smooth Criminal” e os sucessos “Heal the World”, “Billie Jean”, “Rock With You”, “Beat it” e “Man On The Mirror”.

Ele era uma pessoa com várias questões complicadas sim, desde as acusações de pedofilia (numa das quais foi absolvido, na outra fez um acordo financeiro, e nas duas eu discuto a posição dos pais que permitiram que os filhos dormissem na casa do astro) até as confusões acerca de seus casamentos e filhos biológicos. Mas, como mãe, eu o vi como aquele menino de nove anos (exatamente a idade do meu filho) que se apresentou pela primeira vez num teatro lotado num show de talentos. E depois deste show nunca mais pode ser criança – e pelo que muitos contam, não foi jamais amado, acarinhado e protegido como as crianças precisam e merecem. Se temos algo a aprender com a história trágica dos 50 anos de vida de Michael é que há sempre tempo para a genialidade – não importa em que área, a idade adulta é longa e há tempo para que as pessoas brilhem depois de adultas – mas a infância, época em que os seres humanos precisam imensamente de amor e proteção, é curta. E devemos ter a sabedoria, como pais e mães, de cuidar de nossas crianças acima de tudo!

P.S. Para os não-fãs, a explicação do impacto do show que não aconteceu: seriam as primeiras aparições de Michael Jackson desde o lançamento de seu último álbum, em 2001 e de sua última turnê, HIStory World Tour, entre 1996 e 1997. Michael Jackson realizou seus dois últimos concertos também em 2001, em Nova Iorque, nas comemorações de seus 30 anos de carreira.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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