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Minha casa, meu orgulho

Há semanas que quero contar aqui que participei da websérie da Suvinil Sua casa, seu orgulho. Um grupo de especialistas (em arquitetura, decoração e estilo) foi convidado a repensar e encontrar uma solução criativa, usando apenas a mudança de cores e texturas nas paredes, de um ambiente do lar, resultando num programa de TV web é um convite para repensarmos aquele cantinho que nos incomoda em casa.

No nosso caso era a famosa parede que dividia a sala e a cozinha no apê, que em 2009 nós pintamos de azul escuro e transformamos em espaço para as crianças desenharem com giz.

Na parede de casa tem desenhos e gibi...

Nem tivemos tempo de contar nada aos especialistas – na minha correria de sempre, que me fez gravar a primeira entrevista para a série 3h antes de partir em viagem de trabalho para Brasília não consegui encontrar com eles pessoalmente – porque só nos falamos por skype, numa versão bem web 2.0 dos trabalhos, por isso no vídeo é possível vê-los reagindo com “pouca simpatia” à nossa parede querida!

Nós sempre resolvemos as coisas em casa, pois a irmã do Gui é professora da faculdade de arquitetura da UFPR, casada com um arquiteto também, sem falar que a gente se conheceu no curso técnico de Edificações e por isso confesso, um dos motivos para eu nunca ter chamado um arquiteto de fora da família para “resolver” meus impasses, foi esta impressão de que estes especialistas são meio donos da verdade e não raro não estão muito interessados em nos conhecer de fato. Considero a arquitetura, diferentemente da Engenharia, uma área de atuação que teria uma visão humanista da ocupação humana dos ambientes, daí o valor dos envolvidos em todos os projetos pensarem de fato nos valores de cada um dos moradores e usuários de lares, praças, escolas e etc. E claro que este meu ideal dos profissionais da área torna as coisas mais complicadas, né?

:p

Secando a parede que imita madeira ;-) - Minha casa, meu orgulho"

"Detalhe do efeito da madeira - nesta hora o Gui resolveu ajudar a secar para acelerar o processo"

No final, apesar da falta de empatia deles com a nossa parede (que tinha sido pintada porque a gente pretendia em pouco tempo derrubar a parede e fazer sala e cozinha virarem um espaço só, ideia que deixamos para o dia em que mudarmos para uma casa!), o resultado ficou muito bom. A textura sugerida (que imita perfeitamente madeira) recobriu lindamente a tinta a óleo “Azul Del Rey” que cobria a parede e hoje é a moldura da área de mídia da casa – “inventamos” uma área que ocupa a parede toda e acomodou TV, home teather, videogame e outros jogos, além de esconder pufes que garantem assentos extras para convidados, como podem ver na foto que abre o post.

Bar-Ladeira (geladeira que virou bar numa transformação feita por Luisa Rittercom patrocínio Brastemp Inverse)

A indefetível Bar-Ladeira (a geladeira que virou obra de arte a convite da Inverse) ganhou um canto de destaque com cor que ressalta a inspiração “Anos 1970” da artista plástica Luisa Ritter (já contei que ela tem pinturas de fotos de infância minhas e do Gui?) e o restante da sala ganhou um tom suave chamado “Chocolate Branco”. Cores lindas, que nos agradaram e mantiveram o que nosso lar mais nos agrada e orgulha: ser acolhedor e despojado, valores que consideramos fundamentais para uma boa vida.

Madrugando neste sabado porque os pintores e a produção do "Minha casa, meu orgulho" já chegou :p

E, por fim, sobre a experiência de ter sua casa escolhida para uma ação como esta: é divertido e surpreendente, mas toma muito tempo (talvez até mais do que se você contratasse o mesmo trabalho) e exigente para todos. Tivemos algumas reuniões, desde a pré-produção (pessoalmente com a repórter que veio nos conhecer e depois com a produtora e os técnicos em pintura, por skype com os especialistas) até o dia, no qual uma equipe (que achei que não caberia aqui em casa) chegou aqui às sete da manhã e passou o dia todo trabalhando para terminar tudo no mesmo dia. E terminaram, provando que dá tempo e que realmente as tintas deixam muito pouco cheiro residual! Nossa sorte foi que tanto a equipe do Jackson (da pintura) quanto a da Blues Filmes (que “ocupou” nossa cozinha) era de gente muito boa, o que fez o dia ser um pouco menos cansativo. E para quem ficou curioso com o making of, tem fotos neste álbum do meu flickr.

:Minha casa, meu orgulho

E se você já fez escolhas assim, amalucadas, com a cor nas paredes de casa, não deixe de me contar hein? Com certeza me sentirei mais “normal” nas minhas escolhas e quem sabe me inspiro para mudar outros espaços da casa?

P.S. E se você gostou da ideia de usar madeira sem ser madeira como revestimento, não deixe de ler o post de @casacomdesign aqui, eu me apaixonei pelas cerâmicas!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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