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minha atitude é baseada na sua

Ontem li este update no Instagram e comecei uma reflexão. 

Hoje tive uma conversa com uma pessoa que me fez pensar no quanto sou preto no branco no que diz respeito aos relacionamentos. 

Ser uma mistura de japonês com alemão tem um lado bem difícil: a praticidade impera. 

Não há espaço para grandes reflexões emocionais, tampouco para drama ou culpa. 

Penso: 

– É bom para todas as partes? Tem algum significado? Há amor recíproco envolvido?
Se não acho justificativas, acabou. 

Felizmente eu também reajo com a mesma tranquilidade (frieza?) quando as pessoas deixam de me procurar, de ter amizade comigo ou de se importar com minha vida. 

Queimo a ponte que acabei de atravessar e sigo em frente. 

Mas como me ensinou hoje uma antiga amiga, sempre podemos reencontrar as pessoas em outros momentos e caminhos e recomeçar, como novos velhos conhecidos que gostariam de fazer parte da vida um do outro de novo. 

Lição aprendida com alegria no coração. <3

Mas creio que a máxima da imagem – Minha atitude é “reflexo” de como você me trata – continuará combinando comigo.

A frase me define tanto, mas tanto, que acho que vou colocar como capa do Facebook ou coisa que o valha!

Demorei anos para reduzir meu impulso natural no “estilo Léo Buscaglia” e hoje eu observo as ações e reações das pessoas antes de sair “vivendo e amando” as amizades. Estou aprendendo com o outro e não vejo este meu recuo estratégico e o tempo para pensar no próximo passo como uma coisa negativa, creio que “ler os sinais” do outro é também uma forma de ser generoso e de amar com cuidado.

Então, por exemplo, se a pessoa me procura para ter notícias dos meus filhos doentes, vejo que ela quer ser acalentada quando está mal. Se nunca deixa de dar presentes em datas especiais, se sente amada com delicadezas e a lembrança material que perdura. Se não dá presentes, mesmo vindo às festas, concluo que não faz questão de ganhar e deixo de oferecer. Se me dá apoio logístico, entendo que quer minha presença amiga nas necessidades. Se me conta dos seus planos antes de concretizar, vou guardar meus sonhos para mim também. Se divide as angústias e abre o coração, se sentirá honrada em ouvir meus desassossegos. E por aí vai.

Enfim, minha atitude é baseada no modo como você me trata. Nem melhor, nem pior. 

😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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