Crescidinhos / destaque / Destaque Mãe / educação

20140318-204551.jpg

“Meu filho tem 8 anos e esta viciado nesse jogo, não só no jogo mas tbm nos milhoes de videos no youtube ensinando dicas, ele não faz mais nada a não ser jogar isso, nunca mais jogou video game, não usa mais o computador para outras coisas, não brinca mais com jogos, nãp quer sair de casa, nem se preocupa com os estudos, qualquer assunto que ele conversa é sobre o jogo, estou super preocupada pois esta perdendo a vida social e o interesse nas coisas. Chegou a passar o domingo inteiro vendo videos, nãp acho saudavel e tenho conversado com diversos pais relatando o mesmo problema, isso é um vicio serio e tem consequencias graves, meu filho esta ficando irritado, nervoso e brigando toda hora pois so quer saber desse jogo. Proibi o jogo em casa, tirei tablet, PC e video game para que ele possa voltar a ter convivencia com livros e joguinhos de verdade.para que ele volte e ter vida real. Cuidado pais, pois o assunto é serio e ja existe inclusive diversas crianças fazendo tratamento para esse vicio…pesquisem e vão conhecer melhor.”

A leitora Renata deixou este comentário no post “Minecraft é ferramenta de ensino por quase mil escolas no mundo. Descubra por quê!“. Na hora achei importante contar da minha experiência com dois gamers em casa, pois também senti que em certo momento a vida virtual (e os encontros online para jogar com amigos e as Gameplays estavam afetando negativamente suas vidas. Felizmente há anos eu atuo na divulgação de informações sobre TICs e sobre famílias interativas, por isso logo percebi e limitei (novamente) os jogos de computador para os dias sem aula e por pouco tempo (no máximo 90 minutos por vez).

A partir de que momento os pais devem se preocupar com a possibilidade de que o filho esteja se viciando em jogos eletrônicos e internet?

Este não é um caso isolado. Basta chegarem as férias para as mães comentarem comigo que o filho pré-adolescente fica na internet até depois das 23h – na verdade, como os pais acabam pegando no sono porque acordam cedo para trabalhar, nem sabem dizer até que horas efetivamente os filhos ficam online. O resultado é que a atividade intelectual excessiva faz o jovem perder o sono e consequentemente ele “perde” a manhã – e às vezes parte da tarde – dormindo para compensar, num círculo vicioso.

É importante que pais e mães saibam que o vício em internet já é comparado à dependência química. Segundo pesquisadores da área, geralmente a pessoa usa a internet para suprir uma carência que tem na vida real. Por isso, vale pensar como fazemos com as crianças pequenas que fazem birras para chamar a atenção dos pais e tentar usar a estratégia de mudar a rotina, reduzindo as horas de relacionamento virtual ao mesmo tempo em que ampliam os momentos de relacionamento offline do filho com os pais, com amigos (praticando esportes, assistindo a um filme ou vendo uma exposição, fazendo artes ou música, por exemplo) e com outros familiares.

No geral eu noto que a tecnologia, cada vez mais presentes em nossos lares, tende a nos distanciar dentro de casa e esta atitude das crianças pode ser um indício de que eles querem companhia. E na falta de companhia real, buscam a virtual.

“Quem passa por esse problema geralmente fica agressivo, briga com os pais e fica realmente atormentado quando está sem o computador”, conta a psicóloga Sylvia Van Enck Meira, da equipe do AMITI (Ambulatório dos Transtornos do Impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo,um dos primeiros no Brasil a prestar assistência a pessoas viciadas em Internet e que tem um site informativo – dependenciadeinternet.com.br – sobre o tema e criaram um setor para atender jovens de 12 a 17 anos, motivados pelo grande número de mães que buscavam orientação e agora são atendidos como os outros pacientes através do e-mail nppi@pucsp.br.

Veja as características de quem pode ter dependência de internet:
– Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis
– Referem passar o “dia todo” conectados
– Pertencentes a todas as faixas etárias
– Apresentam depressão e/ou ansiedade
– Preferem as interações virtuais as reais
– Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio)
– Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido
– Desenvolvem idiossincrasias na rede

Muitos de nós se identificam, não é mesmo? Mas no caso das crianças é sério, portanto, olho vivo!

E se como Renata você tem receio de que seu filho – ou você mesmo – esteja se viciando na internet, um teste feito online pode dar as primeiras respostas sobre o caso. Ele está disponível aqui.

20140319-103742.jpg

Você pode gostar também de ler:
Como envolver os estudantes nas decisões da escola e promover uma cultura de participação?  Nesta
Salvem este nome: Celina Turchi. Ela ganhou o prêmio Prêmio Péter Murányi pelo levantamento inédito

[caption id="attachment_61406" align="aligncenter" width="500"] (Foto: @zhenhappy)

Imaginem que uma pesquisa investigou como valores culturais são transmitidos nas
(Foto: Štefan Štefančík @cikstefan no unsplash) Nesta semana, a Fuvest divulgou o
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas