Minecraft e Spore: descobrindo a vocação do seu filho nos jogos favoritos dele



Quem mais tem filhos maníacos por este jogo de engenharia?

Meus filhos adoram Minecraft (dá para perceber na foto, onde eles assistiam a um papo ao vivo com os principais youtubers deste jogo) e nestas férias de julho eu até achei muito bom que #aos12 e #aos9 puderam fazer muitas coisas interessantes construindo um mundo novo no Minecraft como há algumas férias atrás faziam com o Spore.

São dois jogos que envolvem a criação de universos, um (o Spore) de forma orgânica, a partir de células até sociedades e planetas, numa visão que envolve biologia e sociologia, outro (Minecraft) mais focado nas construções, com visão mais de arquitetura e urbanismo.

Parece exagero da minha parte, mas não é! Os dois jogos são exemplos de como podemos estimular as crianças a descobrirem seus talentos e aptidões naturais (até para ajudar a encontrar suas possíveis vocações profissionais), sem deixar de ser lúdico e divertido, sem o peso da obrigação. A ideia não é nova: dos blocos de Brincando de Engenheiro ao tabuleiro de Jogo da Vida, sempre brincamos e relembrando vemos como nossos favoritos já indicavam tendências que hoje se mostram parte positiva do nosso comportamento profissional.

:-)

E sobre os jogos!

O Spore, que foi mania aqui entre 2009 e 2010 (e ainda é jogado às vezes), é um jogo de estratégia desenvolvido da Maxis (a mesma equipe de outros sucessos como The Sims e SimCity), no qual o jogador tem o objetivo de criar um ser microscópico e guiá-lo pelos cinco estágios de sua evolução, até que ele se torne um conquistador do espaço. Aprende-se muito e aplica-se também boa parte dos conhecimentos adquiridos na escola e nos documentários (os meus filhos são fãs de programas como os dos canais Discovery e History) , desde o estágio celular, em que precisa sobreviver a um ambiente aquático, onde o mais forte se alimenta do mais fraco; depois passa para a “fase da criatura”, na qual, já no ambiente terrestre, o personagem precisa coletar alimentos, reproduzir-se e evitar ser devorado pelos predadores; na próxima fase, o jogador assume o controle de uma tribo de criaturas, as quais devem procurar aumentar o número de sua população. Na fase em que meus meninos estão as últimas duas fases, de civilização e do espaço, são as favoritas, pois permitem interagir com outras culturas de maneira pacífica ou guerreira, com o objetivo final de dominar todo o seu planeta ou levar sua civilização a comandar o sistema planetário e, futuramente, toda a sua galáxia.

Recomendo porque a brincadeira travestida de viagem pelos diversos estágios evolutivos, oportuniza momentos criativos ao se sugerir um personagem, construções, veículos e até que se modifique os planetas dominados.

O Minecraft é um jogo eletrônico para computador, dispositivos móveis (iPods, iPad e tablets Android) e XBox, que permite a construção usando blocos (cubos) que nos permitem construir um mundo inteiro. Criado por Markus “Notch” Persson em meados de 2009, com recursos de jogabilidade baseada nos jogos Dwarf Fortress, Dungeon Keeper e Infiniminer, o jogo lembra as brincadeiras de LEGO. Os blocos e as paisagens, bem como os objetos do cotidiano, podem ser removidos e recolocados em outros lugares para criar construções, empilhando-os. O nome vem da mecânica de mineração e coleta de recursos para construção, com uma mistura de sobrevivência e exploração.

O legal é que os dois jogos nos permitem fazer vídeos (com algum ferramental, mas é viável para uso doméstico), o que anima muito os pequenos mineradores e criadores. Abaixo posto o vídeo feito pelos irmãos Dudu #aos10 e Kaká #a0s7, que mostra como as atividades começam. Vale conhecer também os vídeos de youtubers como Mano Monark.

O interessante é que não há forma de vencer no Minecraft simplesmente porque não há objetivos nem um roteiro a ser seguido, por isso os jogadores passam a maior parte de seu tempo simplesmente minerando e construindo com os blocos. A satisfação é o avanço obtido com novos recursos e aquisições virtuais para conceber casas e paisagens, muitas vezes construindo todos os tipos de estruturas de blocos. 

E, para fechar, um dos vídeos favoritos do Minecraft aqui em casa: Fallen Kindgom com a música do Cold Play, Viva la vida. A versão é linda porque refaz a história da música, contando uma versão dela. Aliás, fica a dica: muitos fãs de histórias como Guerra dos Tronos e Jogos Vorazes estão usando o Minecraft para montar os mapas das aventuras dos livros. Mas este assunto fica para um próximo post, ok?

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Jornalista, blogueira, casada com @gnsbrasil, @maecomfilhos de 3!, consumidora de cultura, tecedora de redes em mídias sociais, empreendedora na @otagaissama. Voluntária desde os 8 anos, praticante de boloterapia desde os 9, entusiasta e praticante do aleitamento materno como #maede3, acredita no poder das mídias sociais para promover o bem no estilo #socialgood e adota uma vida material minimalista.
Tags: #aos12 #aos9, @enzobuzz, Cold Play, Discovery, Dudu

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