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Um fato que deve ser do conhecimento geral: o crescimento da cidade de São Paulo reduziu muito a Mata Atlântica e vemos poucas plantas nativas na metrópole.

Quando falamos em nativas, já pensamos nas árvores, claro.

Mas tem muito mais na flora que podemos considerar natural daqui.

Descobri, ao conhecer o projeto Mil Orquídeas Marginais, que orquídeas da espécie Cattleya Loddigesii são encontrada do sudeste do Brasil ao nordeste da Argentina, especialmente nas margens dos rios. Estas e outras espécies nativas diferentes, como Bifrenaria, Maxillaria e Oncindium, que existiam em São Paulo e em outras regiões do Brasil, estão voltando às marginais neste movimento que pretende devolver e repovoar de orquídeas nativas as margens dos rios paulistanos.

O Mil Orquídeas é um projeto independente que, até o momento, plantou oitocentas e trinta orquídeas com a ajuda de um financiamento obtido pelo site coletivo Catarse. Desde a aprovação do financiamento, foram arrecadados cerca de R$ 23 mil.  Na capital paulista, a ideia era dividir as mil orquídeas entre as duas marginais, dos rios Tietê e a Pinheiros, mas, até agora, das 830 plantas amarradas, apenas 15 estão no Tietê. Os idealizadores consideram o acesso ao local complexo, além de ser uma região perigosa. Todo o restante está na marginal do Pinheiros. Como algumas plantas já foram roubadas, o casal costuma amarrá-las no topo das árvores para evitar novos furtos.

E quem são estes idealizadores que deveríamos chamar de idealistas?

Alessandro Marconi, formado em engenharia mecatrônica, e Carolina Sciotti, formada em comunicação social e atualmente estudando gestão ambiental, são os criadores desta ideia linda.

Ele conta em entrevistas que viu nascer o encanto pela espécie com a pequena coleção que seu pai mantinha em casa e que um dia, há dez anos, quando amarrava uma orquídea numa árvore, ficou impressionado com a resistência da planta que, de aspecto tão delicado, cresce em troncos sem estar com as raízes no solo. Abriu mão do emprego estável e de um bom salário como engenheiro e trancou o curso na universidade para se dedicar a estudos e trabalhos com a planta. Quando largou a faculdade, Alexandre enviou uma carta pedindo emprego em um orquidário. Foi nesse trabalho que ganhou conhecimento como técnico. A partir daí, desempenhou a função em orquidários privados e públicos. Ganhou clientes – que o chamavam para manutenções em coleções particulares – e passou a ter contato com os melhores produtores e colecionadores da planta. Informalmente, o técnico já amarrava orquídeas pela cidade de São Paulo.

E para quem gosta de orquídeas e mora longe daqui, mas quer fazer o mesmo na sua casa, condomínio, região, cidade, achei uma dica legal em vídeo. Quando devemos plantar? Quando terminarem as flores, pois é quando a planta entra no processo vegetativo, de “descanso”. Depois, é só tirar a muda do vaso com cuidado e tirar o excesso de substrato, limpar as raízes e fixar a planta num tronco mais rugoso e que tenha uma sombra boa. Este vídeo indica o uso de uma “manta” de fibra de coco para ajudar a manter a umidade, uma manta que fica sobre a raiz no caso. Amarra-se com barbante, não com arame, tá?

 

Já contei que demorei anos para passar a ter orquídeas em casa porque o zelador do condomínio onde moramos era um apaixonado pelas flores e sabia como poucos coloca-las nas árvores, por isso, assim que as flores iam embora, eu entregava para seu José. Depois ficava só acompanhando as floradas pelo jardim!

Quem via da rua esta árvore (que tinha sofrido uma poda absurda há menos de dois anos e estava se recuperando aos poucos) nem imagina que, chegando perto, veria tesouros brilhando no seu tronco – e felizmente viradinhos para  minha janela.

image por você.image por você.

Agora, como moro num edifício sem árvores, estou cuidando delas em casa, mas já pensando se daria para fazer um pouco de terrorismo verde e colocar nas árvores da rua!

Quem sabe, né? Vou contando para vocês!

Acredito que flores são filtros verdes dentro do lar  e sempre deixo dicas para escolher as plantas ideais para cada situação, preferindo sempre as nativas, as da região.  Mas, como diz Marie Kondo, a gente tem que achar o que faz nos faz feliz. Eu, por exemplo, adoro azaleias, que são da região da minha vó japonesa.

Adoraria ser uma menina do dedo verde e meus planos são me tornar uma vovó do dedo verde um dia. Aprendo muito no grupo Hortelões urbanos e defendo que a agricultura urbana não é coisa de hipsters.

Já declarei aqui meu amor por agricultura urbana! Apesar de morar em apartamento desde que me casei – e não ter planos de mudar isso numa cidade como São Paulo – eu me considero uma “nova rural”, revivendo na cidade grande valores do interior.

Pequenas alegrias da agricultura urbana

Um deles é fazer crescer cebolinhas e temperinhos em qualquer vasinho, de modo a ter à mão o que eu preciso para fazer meus pratos de #maenacozinha, garantir “comfort food” (minha especialidade) para minha família.

Novos rurais e uma ecocasa no Dia da Terra

Deixo hoje aqui umas ideias para quem quiser fazer como eu!

Agricultura urbana em apartamento?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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