65% das empresas apostam nas redes sociais – mas quantas sabem o que fazem?

“A tendência das empresas é dar cada vez mais importância a profissionalização nas redes sociais. Muitas empresas entram nas redes sociais, mas ainda não estão preparadas para receber as respostas que o meio proporciona, para a interatividade, estas estão na fase de experimentação. Mas depois elas começam a ver a importância, por isso cada vez mais as empresas vão alocar funcionários exclusivamente para isso, não só para atualizar, mas para monitorar a concorrência”.
Richard Lowenthal, diretor Executivo do Ibramerc

E para quem já pensava nas Boas Práticas corporativas em mídiais sociais trago uma nova informação, dica do @tcordeiro – jornalista que atua há alguns anos em empresas de mídia social idôneas. Um estudo do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) dá conta de que 65% das empresas brasileiras já estão presentes nas redes sociais. Se considerarmos que tratamos de uma área nova e que o universo pesquisado foi de 251 companhias, é um número relevante e que nos leva a pensar no novo mercado como uma alternativa profissional para muitos.

Mas devagar com o andor: dos pesquisados, apenas 7% consideram a atuação nas redes sociais como algo imprescindível, contra 47,9% que entende os novos meios de comunicação (blog, Twitter, redes sociais) como uma iniciativa desejável por parte das empresas.

E onde estão as que já se renderam ao fenômeno das novas mídias?

No Twitter (84%), YouTube (62%) e Facebook (61%). E admitem fazer uso destes espaços para: monitorar o mercado (46%), acompanhar o comportamento dos clientes (45%) e monitorar a concorrência (39%). E tem um detalhe que conta muito para quem está encarando as novas mídias como uma opção profissional séria (muito além do “eu tenho um blog”): segundo a pesquisa 25% das empresas definem um funcionário exclusivamente para cuidar das redes sociais da companhia.

Quando presto consultoria eu sugiro exatamente isso: escolha dentro da equipe, entre os que tem bom conhecimento da atuação e das políticas internas da marca quem gosta de lidar com gente, gosta de conversar (não só palestrar e ter razão) e que tem jogo de cintura para conviver, além de ser alguém que tenha simpatia por novas tecnologias. Defina este como o cara que vai administrar os canais sociais da empresa na nova web.

Pena que poucos percebem a importância disso: segundo a pesquisa, na maioria (42%) das empresas não há nenhum colaborador dedicado exclusivamente a esse trabalho e as redes são atualizadas e monitoradas de forma compartilhada – o que pode ser bom para ter uma visão mais holística e uma voz mais plural, mas pode deixar os espaços sem cuidados necessários, ao estilo do ditado “cachorro que tem dois donos morre de fome”.

E o que a empresa ganha com as redes sociais?

Tráfego no site? Quem estiver em busca disso já parte de um pressuposto errado. O grande ganho é (para 45% dos pesquisados) o fortalecimento da marca, algo que não se mensura com tanta facilidade tampouco com rapidez, mas que tem resultado duradouro. E acredito que os 44% que alegaram na pesquisa que as redes ainda não trouxeram nenhum benefício para sua empresa não fizeram um bom trabalho ou não esperaram que ele desse frutos.

“As empresas que ainda acreditam que não tiveram benefícios estão numa fase de experimentação. É muito mais pela percepção e a mensuração de resultados nas redes sociais é um pouco complexa”, diz Richard Lowenthal, diretor Executivo do Ibramerc.

E a sua empresa, como ela se coloca neste novo espaço?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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