Meu primeiro acidente de trânsito

Ontem eu sofri meu primeiro acidente de trânsito. Sem vítimas, graças a Deus, mas chato como todo acidente é. Eu estava parada no sinaleiro numa rua perto de casa e um caminhão-baú ficou sem freio e bateu na traseira do carro. Na hora, o que pensei? Ainda bem que o Giorgio não está aqui (ele queria ter saído comigo). Nosso carro é hatch e ele teria se machucado bastante, pois o impacto afundou bem a traseira e as laterais e a cadeirinha dele ficou cheia de vidro. E olhem que o caminhão estava há uns 100m de mim quando viu o sinal fechado!

Há 10 anos Gui e eu não passávamos por nada assim (viu que gente mais cuidadosa?) e na hora eu fiquei tentando pensar no que deveria fazer. Incrível como nestas horas a gente pensa coisas diferentes. Antes de sair do carro vi que meu celular estava sem bateria (sempre esqueço de carregar porque a bateria dura muito) e já gritei para um cara do outro lado da rua, que me olhava com curiosidade: “você tem celular, liga para a polícia por favor”. Bem, desci, falei com o motorista do caminhão, ele já disse que faltou freio (que bom, pensei, Gui não vai achar que a culpa foi minha!) e fui ver a motorista do carro da frente. Ela estava com um bebê, mas tudo bem com todos, graças a Deus (de novo). Avisei o Siate, avisei meu marido e fui anotando tudo que vi. Placas, nomes, telefones dos motoristas envolvidos e das prováveis testemunhas. Como tem muito comércio na frente, juntou muita gente e umas dez vezes me ofereceram água, o que achei engraçado e gentil. E fui aproveitando para perguntar: você viu o acidente? Tem celular com câmeras para tirar umas fotos? Enfim, notei que no desespero, baixou a jornalista.
Não precisei das testemunhas. O motorista do caminhão, um senhor que trabalha com o filho fazendo serviços para uma transportadora, se ofereceu para ir fazer o B.O. comigo. Ele foi gentil, mas estava tão arrasado que me deu pena. Devia pensar no prejuízo que não tinha como assumir naquele momento – e quem pode?
Bem, aprendi uma coisa hoje ao pesquisar sobre o tema: em casos de acidente sem vítima, deve-se remover os veículos para garantir a fluidez do trânstito ou incorremos numa infração de trânsito de natureza média. Eu corri este risco sem necessidade numa avenida de mão dupla por onde passam muitos ônibus, enfim, o caos. A segunda providência (que eu fiz) é ligar para a polícia no número 190 e avisar do acidente para eles virem. Se não tem vítimas, não espere porque eles não vêm. Melhor ir de uma vez fazer o Boletim de Ocorrência num posto da polícia militar.
Sobre o B.O.: vou dar umas dicas, como li uma vez no blog da Soninha, porque pode ser útil. Pode-se fazer qualquer B.O. nos postos da Polícia Militar com sua documentação (carteira de motorista e documento de posse do veículo). Nunca tinha feito um B.O. mas o atendimento foi super gentil, as sargentos eram bonitas (parecia coisa de novela global, para ser sincera) e foi tudo fácil porque o causador do acidente foi junto (dei carona a ele, claro, porque o caminhão não podia rodar sem freio!) e em cinco dias iremos buscar o boletim definitivo. Foi a única parte que não entendi: não havia nenhum computador lá e foi tudo feito à mão.
Minha estranheza é porque em alguns estados, como aqui, é possível fazer o B.O. pela internet. Mas, enfim, coisas de Brasil ou eu é que assisto demais CSI e fico achando que tudo é tão cheio de tecnologia!
Deixo abaixo a lista dos estados que permitem B.O. on line.

P.S. Minha irmã que é médica me corrigiu explicando a sigla Siate (eu tinha escrito Ciate): Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergências.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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