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um dia de moedas (1)

Na sexta-feira eu recebi o desafio de pagar tudo com moedas. A ação faz parte da  campanha para incentivar o uso das moedas promovida pelo Banco Central. Quando recebi o convite eu achei um desafio e tanto – e eu nem preciso contar que gosto destes desafios, né? – mas não tinha noção do quanto seria exigente!

Já foi triste quebrar o porquinho (alguns amigos viram o video e comentaram comigo que era notável minha tristeza!), mas complicado mesmo é sair com tanta moeda e, pior, aguentar certa reação no comércio.

Almoçamos em família no restaurante de sempre, que fica a meio caminho da casa e da escola dos meninos, um buffet e rotisserie tradicional do nosso bairro. Sempre pago lá com cartão de débito e, como frequentamos o lugar há mais de três anos, achei que seria bem recebida. Mas não esperava que fosse tão bom para eles receber as moedas. Vejam a reação de um dos donos:

Em seguida, fui abastecer os estojos de escola dos meus destruidores de lápis e borrachas (sério, parece que tem um monstro que come material escolar, duram poucos dias!). Na papelaria, onde não sou uma consumidora conhecida (costumo comprar material no atacado em lugares como Armarinhos Fernando), as moedas foram novamente ultra bem recebidas.

um dia de moedas cosmeticos (1)

E depois de comprar o material e levar os meninos na escola, aproveitei para abastecer minha necessaire com uns produtos femininos (rimel, loção para pele, creme com FPS 15). O valor subiu e achei que teria cara feia, mas que nada, continuou o mesmo clima simpático e receptivo com as moedas que eu estava colocando de novo em circulação.

Depois fui ao mercado, mas o Gui, que estava registrando minha aventura não estava comigo e confesso que fiquei sem jeito de filmar sozinha – é, até gente como eu tem momentos de timidez! – e não registrei quase nada disso. Mas, como podem imaginar, no mercado é que as moedas foram aceitas com mais gratidão! (risos)

um dia de moedas banquinha (1)

Na banquinha onde meus filhos compraram os queridos Gogo’s (figurinhas e bonequinhos que colecionam) o moço adorou.

E foi engraçado no bar. Nossa família tem uma rotina às sextas-feiras: passamos na banquinha, os meninos podem usar parte da mesadinha em Gogo’s ou gibis, e em seguida vamos a um bar tradicionalíssimo do bairro (daqueles que está no mesmo lugar dirigido pela mesma família há 50 anos) onde tem pastelzinho, almondêgas fritas e outros petiscos. É a nossa hora em família, há outros pais com crianças da mesma escola por lá e os meninos adoram até a árvore da esquina que é ótima para subir! E foi lá no bar que achei gente que mais precisava das moedas! Foi curioso ver como tira-las do cofrinho e recoloca-las de volta à ativa, em circulação, ajudou o comerciante!

A gente ia comer pizza, mas o calor era tamanho que optamos por tomar sorvete e, depois de muito rodar, acabamos numa lanchonete famosa. Casquinhas e sundae para todos, claro. E quando fui pagar, mesmo sendo final do turno, a jovem caixa ficou tão contente que eu até gravei um depoimento dela!

Mas nem tudo foi perfeito: numa mega store de produtos infantis (daquelas tão famosas que a gente cita de referência quando cita endereço porque tem em todo bairro de São Paulo) eles não se negaram a receber as moedas, mas não aceitaram também. A vendedora teve boa vontade, mas a gerente da loja insistiu que não me permitiria filmar ou fotografar e eu achei que ia me mandar embora da loja sem os produtos!

Foi desagradável e reiteirou uma impressão que eu tinha quando cheguei do Japão: parece que lojista brasileiro não é chegado em dinheiro. Eu cheguei na loja de carro, mas como desci com uma ecobag de moedas, eles não foram com a minha cara desde o início. Enfim, qualquer cartão de crédito parece ter mais valor do que o dinheiro em espécie que carregamos. Está na hora de aprendemos a dar valor para cada moeda que ganhamos com o suor do nosso trabalho e de não nos deixarmos medir pela forma como ele é apresentado para nos dar uma vida digna.

artigopatrocinado

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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