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O Rock in Rio 2015 com suas nostalgias e novas versões de velhos sucessos nos deram essa percepção com muita força: mergulhamos num coquetel de sentimentos e memórias ao ouvir nossas canções favoritas.

Nem precisa ser a sua canção favorita, noto nos meus filhos que as músicas que foram grandes sucessos quando eles eram pequenos lhes causam o mesmo “bem estar”, assim como eu sinto com certas canções de Roberto e Erasmo, com músicas da Rita Lee e Chico Buarque, Caetano e Gil. Ou, como aconteceu recentemente, ouvindo e cantando Love of my life, daquele famoso show que vi na TV ainda criança.

Meu filho mais velho, aos 15, pode até ouvir mais RAP hoje em dia (no domingo passado estava num show do Rashid), mas não pede para desligar quando toca Oasis, que era um grande sucesso no ano em que nasceu, 2000.

Isso que ele nunca foi num show do Oasis (eu fui!), mas pode ter esta noção na sua estreia em shows, no Rock in Rio 2013. Estar numa multidão ouvindo e cantando a mesma música é uma experiência impar.

A música pode ter ajudado a moldar as sociedades humanas quando começamos a viver em grupos cada vez maiores. Dançar e cantar juntos parece ajudar os agrupamentos a serem mais altruístas e a terem uma identidade coletiva mais forte.

De acordo com uma pesquisa britânica, quando você se move em sincronia com outra pessoa, seu cérebro começa a criar uma névoa na sua percepção de si mesmo, você passa a pensar que os outros se parecem mais com você e compartilham das suas opiniões.

E a melhor maneira de fazer as pessoas se moverem juntas é com música.

Apesar de aumentar seu impacto, a participação ativa na música não é absolutamente necessária para sentir seus benefícios. Simplesmente ouvir uma canção que produza um “frisson musical” pode aumentar o altruísmo.

Os pesquisadores afirmam que o papel da música como um amálgama social também pode ser visto nas canções entoadas por escravos quando trabalhavam, por marinheiros e seus cânticos de navegação e por soldados e suas marchas.

Quem frequenta alguma religião com afinco sabe que o momento do louvor (assim como as outras budistas) é capaz de nos encher o coração e unir pessoas desconhecidas em comunhão.

Hoje não conseguimos imaginar a música sem que ela esteja associada a alguns dos acontecimentos mais importantes de nossas vidas. Temos uma trilha sonora do momento da concepção até o funeral, e as melodias cercam tudo entre uma coisa e outra.

Por isso, como discordar dos pesquisadores que dizem que mergulhemos em um coquetel de sentimentos e memórias toda vez que ouvimos nossas canções favoritas?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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