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Frequentemente eu acho que meus filhos, por estudarem em escolas particulares, saem perdendo em novidades. Nesta semana duas notícias me deram esta percepção com mais força.

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Imagem do blog Yoga na Escola, mostrando crianças de uma escola da Zona Norte de São Paulo

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Há uma petição para implantação da prática de Yoga nas escolas de Ensino Fundamental.

Pais de escola particular não fazem isso, né? Se estão descontentes, no geral mudam de escola. Não existe o conceito de associação de pais e mestres, um grupo organizado que pense no coletivo, aquelas coisas que a gente vê em seriado e filme americano e que tinha na minha infância – vivida em escola pública, vale dizer.

Minha amiga Aline me contou que na escola das filhas, que é estadual aqui na Mooca, neste ano começaram projetos com aulas no contraturno de Yoga, Teatro e Horta. Na escola, sem custo.

Horta na escola, já pensaram? Crianças comendo frutas e vegetais orgânicos que ajudaram a cultivar e viram crescer!

 

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Essa é a segunda notícia de escola pública que me deixou encantada:

Nesta semana o prefeito de São Paulo sancionou a lei 16.140, que inclui alimentos orgânicos ou de base agroecológica na merenda escolar paulistana. A nova regra é resultado do projeto de lei 451/2013, do qual o vereador Ricardo Young (PPS) é coautor.

A ideia de uma legislação que versasse sobre a presença de orgânicos na alimentação escolar surgiu na Semana de Agroecologia, realizada em 2013 na Câmara Municipal de São Paulo. Desde então movimentos sociais ligados ao tema estiveram em diálogo constante com os mandatos dos vereadores autores da lei. Um primeiro projeto foi aprovado anteriormente, mas vetado pelo prefeito. Após o veto, o Executivo se envolveu também na formulação de um novo texto, que atendesse as demandas e expectativas de todos.

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A Prefeitura Municipal de São Paulo fornece gratuitamente 2 milhões de refeições por dia que, de acordo com a nova legislação, agora terão prioritariamente produtos orgânicos ou de base agroecológica.

No ano passado, no Congresso Internacional de Nutrição Esportiva Funcional e o Congresso Internacional de Fitoterapia Funcional, conheci e conversei longamente com um dos expositores, um “assentado rural” que produz arroz orgânico e me contou que revendia toda a produção da cooperativa na qual atuava para as escolas públicas de São Paulo. Excelente, não é mesmo? Acho que mesmo quem tem filhos em escola pública não sabe disso tudo e certamente quem está fora do meio sabe menos ainda.

Mas para ser um avanço social de verdade, tem que ser organizado porque senão fica outro ralo para escoar o dinheiro público.

Para viabilizar a regra, será permitido que o município pague até 30% mais que o valor de alimentos similares convencionais. Com a lei, ações que, segundo a Prefeitura, vem sendo adotadas pelo Departamento de Alimentação Escolar (DAE) desde o início de 2013, tornam-se política pública, independente da mudança de governo.

Para sua implementação, a lei obriga a apresentação de um Plano de Introdução Progressiva de Alimentos Orgânicos ou de Base Agroecológica na Alimentação Escolar em 180 dias. A legislação será regulamentada em até 180 dias, após a apresentação do plano.

O novo Plano Diretor, em vigor desde o ano passado, também demarcou uma zona rural, em especial, na região sul da cidade, em Parelheiros, garantindo financiamentos e incentivos para a produção agroecológica em São Paulo. “Uma coisa está diretamente ligada a outra. São passos que precisam culminar em uma mudança de modelo de desenvolvimento para a cidade”, explica Ricardo Young.

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Como não sou daqui (apesar de morar na cidade há 10 anos), fui ver onde ficava Parelheiros. É longe, fica a 25 quilômetros de Itanhaém e de São Vicente, no litoral e mais ou menos 60km do centro da capital. O distrito, localizado no extremo sul da cidade de São Paulo, é o segundo maior em extensão territorial, embora seja muito pouco povoado. Tem a maior parte da área coberta por reservas ambientais de mata atlântica – nele, se localiza a Área de Proteção Ambiental Capivari-monos. Lá fica também uma aldeia indígena guarani, a Krukutu . A região recepcionou a primeira imigração alemã no estado, no início do século XIX. Em meados do século XX, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, diversos japoneses desembarcaram no Porto de Santos e grande parte deles ficaram no chamado Cinturão Verde Metropolitano de São Paulo.

Gostei e assim como pretendo acompanhar o avanço das merendas em São Paulo, quero ver de perto as alternativas de agricultura orgânica em Parelheiros, como a da Cooperapas (da foto abaixo), fundada em 2011, uma das que se fortalece no setor de agricultura orgânica na região.

Gostei e assim como pretendo acompanhar o avanço das merendas em São Paulo, quero ver de perto as alternativas de agricultura orgânica em Parelheiros, como a da Cooperapas, fundada em 2011, uma das que se fortalece no setor de agricultura orgânica na região.

Leia também:

Merenda vegetariana: opção dos pais X direito da criança. Em 2012 divulgamos o movimento para que a opção de merenda vegetariana estivesse disponível nas escolas públicas da capital paulista.

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Tem criança brasileira no NeverSeconds: Demonstrações do lanche e almoço brasileiros foram feitas por meus filhos no blog NeverSeconds, em 2012. A foto abaixo, tirada por meu filho Enzo, é uma das mais citadas no mundo como exemplo de alimentação nas escolas do Brasil – mas na verdade foi almoço dele no projeto de contraturno Curumim, do qual participava no SESC Belenzinho.

Brasil-Imagem-neverseconds.blogspot.co_.uk-Via-Never-Seconds-Martha-Payne

– Yoga com as crianças:

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Fiz prahna ioga (voltada para respiração) no começo da adolescência (e foi tão importante que no meu Baile de Debutantes pedi para entrar sob uma música do Ravi Shankar) e depois, aos 18 anos, fiz hatha yoga (a que modela o corpo). Foi super importante para mim! E pratiquei com os meninos, com a ajuda do livro Yoga com as crianças.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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