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rapido ou devagar 1k é 1km atleta de asfalto

Você desistiu das caminhadas?

Uma amiga me perguntou isso outro dia porque eu parei de postar sobre meus #30tododia. Mas continuo nas caminhadas.

Estava achando chato e repetitivo falar disso toda hora. E fazer snapchat toda hora. E subir foto no instagram toda manhã.

Mas na verdade, é neste movimento repetitivo que a gente se habitua e se força a fazer atividade física né? E também é assim que se vicia – porque exercício vicia!

Sentir-se bem vicia, né?

E acho que se sentir bem é o maior resultado de fazer atividade física.

Especialmente depois de certa idade, sabiam?

A autoestima se mostra um grande trunfo para lidar com todos os males que afetam o corpo da mulher após a menopausa.

Não sou eu quem está dizendo (até porque, #aos43, estou longe da menopausa ainda!) a afirmação é da doutora em Ginecologia e professora aposentada da UFRJ Juraci Ghiaroni. Ela afirmou que é ilusão acreditar que tratamentos para repor hormônios barram todos os efeitos indesejados do envelhecimento, prevenindo doenças como câncer ou demência. Seria como se a pílula diária de reposição hormonal fizesse a mulher permanecer eternamente jovem e feminina. Mas a velhice chega para todos, e não há medicamento que mude isso. O que precisamos fazer é manter uma rotina de atividade física e alimentação saudável desde a juventude, para aumentarmos as chances de que nosso envelhecimento seja bom.

Segundo a ginecologista, o tratamento hormonal apenas evita os sintomas do climatério, período que antecede a última menstruação e no qual algumas mulheres costumam sentir calores excessivos e mal-estar. Ao mesmo tempo em que pode funcionar bem para algumas mulheres, a reposição pode ser desnecessária ou até prejudicial para outras. O risco de uma mulher desenvolver câncer de mama aumenta em 10% depois de dez anos de tratamento hormonal. Por isso, especialmente se ela já tiver fatores de risco, como obesidade e histórico familiar, aconselha-se parar o tratamento após cinco anos. É preciso sempre individualizar os riscos e benefícios. No entanto, quem já teve câncer de mama ou trombose não pode fazer reposição de jeito nenhum.

Mas ainda tem gente que acha que é a alimentação que muda tudo e sai receitando para a mãe, a sogra, a vó, a tia, todo mundo abandonar o que gosta para fazer o que parece melhor para saúde. Ledo engano.

O cardiologista Cláudio Domênico contou numa palestra que, em 2012, um estudo feito no Japão por uma universidade americana afirmou que a soja ingerida em grandes quantidades pelas japonesas colaborava para diminuir a incidência de doenças na velhice. A pesquisa foi publicada na revista científica “Menopause: The Journal of the North American Menopause Association”, mas, tempos depois, percebeu-se que não era a soja o diferencial na vida dessas mulheres, mas a autoestima elevada. As japonesas, que costumam passar toda a juventude à sombra dos homens, alcançam status de sábias quando chegam à menopausa. Ter 50, 60 anos, naquela cultura, é visto como algo positivo, diferentemente do que ocorre no Ocidente.

Em resumo:

Quando você pensa bem sobre si mesmo, o corpo tende a responder bem.

Bora começar a praticar este bem estar hoje mesmo?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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