Meme: reciclando histórias

Escutando a CBN agora cedo, lembrei que estou devendo dois memes sobre sustentabilidade e reciclagem. Vamos lá fazer a lição de casa.

A coisa surgiu da Ana Claúdia, de O Futuro do Presente, e quem me convidou, off the records, foi a Ceila em Reciclando histórias. Comecei o ano com certa resignação por não estar mais em Curitiba e sentir que luto contra uma cidade – no aspecto da reciclagem de lixo – aqui em São Paulo. Não é qualquer cidade, é uma das maiores do mundo.

Curitiba começou o trabalho do “lixo que não é lixo” há duas décadas (que eu me lembre), mas antes já havia uma cultura de cidade limpa, pois lembro de visitar minha avó quando eu morava no interior e ela na capital e ver o slogan da gestão Mauricio Fruet que diziam “linda cidade limpa”. Hoje quem relaciona cidade limpa e avós são meus filhos. Giorgio continua, como faz nestes 3 anos que moramos aqui, a perguntar alto nas ruas: “porque as pessoas não jogam lixo no lixo?”

Logo que mudamos para cá realmente não tinham lixeiras nas ruas, mas o prefeito Kassab resolveu isto, no entanto, ainda se joga muito lixo na rua, algo incompreensível para mim. Tampouco compreendo porque é tão difícil separar o lixo em casa e joga-lo em lugar diferenciado para ser recolhido, seja pela empresa que recolhe lixo para prefeitura de sua cidade, seja por cooperativas de catadores de resíduos – sim, a cada dia eles são mais cooperativas e menos individuos.

caminhao.jpgAgora, sobre a reciclagem no nosso lar, nem sei por onde começar, pois já falei tanto disto aqui. Separamos lixo. Conto com total ajuda do marido e dos meus filhos (que lavam os copinhos de iogurte antes de jogar fora no lixo de plastico) e nenhuma ajuda da empregada (que acha meu cuidado uma besteira, porque o zelador não vai separar o lixo do condomínio). Uma solução, que sempre prometo usar e ainda não consegui cumprir como deveria, é levar os sacos de lixo limpo – reciclável, como latas, vidros e plásticos, mas em resíduos de alimentos – para o espaço que o recebe no batalhão de bombeiros do bairro. Já vi muita gente encostando o carro lá e depositando o lixo no lugar certo. Acredito que se tivéssemos mais lugares assim nas cidades brasileiras, muita gente o faria. Outro dia vi no SP-TV que uma rede de supermercados está oferecendo este “serviço” aos seus clientes, inclusive com um espaço destinado à garrafas pet cheias de óleo de cozinha usado, que pode ser usado para biocombustível.

E já que falei em sacos de lixo, vejam como Curitiba está à frente: primeiro foram as sacolas oxibiodegradáveis, agora as sacolas não são fornecidas pelos mercados a partir de 2008… no final do ano vi meus pais comprando sacolas não-descartáveis para as compras, pensando juntos em soluções para trazer para casa suas compras. Pergunto-me como está sendo este processo de adaptação lá, mas não deixo de me regozijar com a decisão da prefeitura. Mas já pensaram nisto acontecendo em Sampa? Seria o caos!

Não vou passar os memes para frente, mas deixo o convite em aberto para todos que desejarem contar suas histórias de reciclagem. Depois avise aqui e não deixe de colocar o link do Futuro do Presente e do Desabafo de Mãe, que criaram a corrente.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.