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No próximo domingo estreia no Fantástico a série Megacidades, que trará reportagens de Zeca Camargo ao redor do mundo, lembrando uma série que adorei e que mostrava quem falava português (lembram?). A chamada oficial conta que “pouco mais de 50% da população mundial vive em cidades, mas em 2050, essa proporção será de 75%” e que Zeca Camargo viajou para Mumbai, Tóquio, São Paulo, Cidade do México, Nova York, Istambul, Xangai, Cairo e Dakha para nos mostrar os desafios que temos pela frente com uma vida cada vez mais urbana. Segundo pesquisas, em 2025, essas nove cidades terão mais de 20 milhões de habitantes.

Abaixo tem video do Zeca falando de Istambul e eu lembrei da Radial Leste.

Alguns blogueiros puderam mandar perguntas para o apresentador e ele deixou um convite especial para as mídias sociais. Minha pergunta para ele está abaixo (é mais um relato da minha vida em duas megacidades) e espero que ele responda na série:

Como moradora eu conheço duas megacidades: Tóquio, onde morei entre 1998-99 e São Paulo, onde estou desde 2005. Neste tempo tenho discutido em meu blog as questões humanas que podem ajudar a melhorar as condições de vida nestas cidades, mesclando as experiências que eu tenho lá e cá.

Um dos desafios para quem gerencia as megacidades é criar uma estrutura na qual haja incentivo para que as pessoas morem perto do trabalho – que optem por morar perto, que haja incentivo fiscal para quem emprega pessoas de perto, que valorize o local – porque trabalhar e morar na mesma vizinhança (experiência que tive em Tóquio e que vejo muita gente ter aqui na Mooca, que é uma cidade pequena dentro da metrópole) nos empodera do lugar. Quando vivemos num lugar vemos detalhes, cuidamos da rua, interagimos com as pessoas, fomentamos o comércio, reparamos nas calçadas. Quem sai de madrugada para o trabalho e volta só à notinha não tem condições de fazer nada disso e por isso perde a chance de ser cidadão de verdade, de sentir que pertence ao lugar onde escolheu viver.

Minha pergunta ao Zeca foi se ele, que já viajou por tantos lugares, notou que há esta diferença no cidadão que se sente “dono” da megacidade onde vive, se ele tem o mesmo amor que o cara da cidade pequena. E se este pode ser o diferencial para as megacidades serem chamadas de lar.

[update] O pessoal das mídias sociais da CGCOM me mandou agora o link da resposta do Zeca para minha pergunta:


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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