Menu do dia: Big Mac para ajudar a GRAACC #mcdiafeliz

O McDia Feliz é um evento anual coordenado pelo Instituto Ronald McDonald em que a renda líquida dos sanduíches Big Mac é redirecionada para instituições de apoio e combate ao câncer infanto-juvenil de todo país. O evento é sempre realizado no último sábado de agosto, contando com a mobilização voluntária de cidadãos, artistas e personalidades.

Na foto, Dr. Sérgio Petrilli com as crianças da casa de apoio da GRAACC. Levei comigo as crianças para poderem ouvir as histórias de superação e aprender como podem ser cidadãos solidários desde cedo, mesmo que com pequenas ações.

Ontem eu estive na coletiva de imprensa do McDia Feliz e pela primeira vez pude ouvir, ao vivo e para muito além das propagandas em mídia, o que tem sido feito pela parceria entre Instituto Ronald McDonald e entidades como o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer GRAACC, uma ação que já tem mais de uma década e que se torna conhecida do público sempre na celebração do McDia Feliz. A data, que anualmente é no último sábado do mês de agosto, é a maior campanha em prol de crianças e adolescentes com câncer do país.

O que ouvi de Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald, Dr. Sergio Petrilli, superintendente clínico e um dos fundadores do GRAACC, e Lúcio Mocsányi, diretor de Relações Intistucionais e Comunicação Corporativa, me fez pensar que vale “doar” ao comprar o (delicioso, admito) Big Mac neste dia. Ao tomar conhecimento dos números da campanha nos últimos anos, os principais avanços e também a programação e a destinação dos recursos do McDia Feliz 2010 em São Paulo, me convenci do impacto do McDia Feliz no tratamento do câncer infanto juvenil no Brasil.

[Concordo com o Gui, não é o ideal precisarmos do Mc Donald’s para resolver isso, mas é uma forma de reagir como sociedade]

Sim, no Brasil: como frisaram os responsáveis na conversa com a imprensa, crianças de todos os estados do Brasil são beneficiadas com os avanços tecnológicos e médicos nos hospitais (com a formação de uma rede de unidades capacitadas para atender os casos nas diversas regiões do Brasil), mas igualmente com a melhoria da qualidade de vida das famílias em tratamento. E, gostei de saber, há um empenho grande para a “reinclusão social” dos pacientes em remissão e já curados para que possam ter uma vida “normal”. Não é mesmo o que todos nós gostaríamos de oferecer para todas as crianças?

Então, vale ajudar hoje comendo 1 (só um mesmo) Big Mac!

Já pensaram como ficam as mães que sofrem com seus filhos em tratamento contra o câncer? Se não conseguimos nos colocar no lugar destas pessoas, pelo menos podemos ajudar, né?

Ao longo de 21 anos de realização da campanha, a renda obtida com o McDia Feliz contribuiu para o expressivo crescimento do índice de cura da doença no Brasil: de 15%, no final da década de 80, podendo chegar a 85% em alguns casos. Com os resultados obtidos desde o primeiro ano de sua realização, em 1988, a campanha já reverteu a mais R$ 100 milhões para mais de 100 instituições brasileiras, em mais de 20 estados. Os recursos têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, e salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer.

Objetivos da Campanha

  • Despertar a atenção de toda a sociedade e sensibilizá-la para a maior causa de morte por doença entre crianças de 5 a 19 anos
  • Captar recursos e concentrar esforços para a realização de projetos prioritários em nível local, regional e nacional
  • Contribuir para o aumento do índice de cura do câncer infanto-juvenil

Nota: Nem tudo é consenso, eu sei! Olhem só o post manifesto do Gui (meu marido) sobre a mesma coletiva! Ele juntou várias “revoltas” – Stallone e o macaco de brinde, as eleições e Tiririca, o inchaço das repartições públicas… – mas não deixou de admitir que vai ajudar…

P.S. Quando eu estava na faculdade e prestes a casar convivi com uma família que mudou do nordeste para Curitiba por um período para tratamento de câncer infantil. Soube deles através da rede de solidariedade formada pelos voluntários do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (do qual fui voluntária na década de 1990) que se uniu para tentar ajudar a família (que não era de criança de rua, mas precisava de apoio) a conseguir meios para se hospedar em Curitiba enquanto tratava a leucemia de um jovem de 13 anos. Minha mãe e suas amigas da igreja se cotizaram e por meses pagaram a mensalidade da pensão onde a mãe e o garoto moraram durante o tratamento no Hospital de Clínicas e acabamos nos aproximando tanto que eles passaram o Natal daquele ano em nossa casa. Anos depois a mãe “me achou”, já casada e com filhos, ligando do interior de Pernambuco para me dar notícias daquele jovem que pude ajudar a se tornar homem e começar uma vida “normal” depois do tratamento. Valeu todo o esforço!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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