Matisse Hoje – Le roi des fauves

Nature morte au magnolia de Henri Matisse
reprodução de “Nature morte au magnoia” (1941)

O rei das feras. Interessante o “apelido” que Henri Matisse ganhou de seus pares e que é usado para contar da mostra solo do pintor em São Paulo – cheguei a ler que é a primeira da América Latina, mas não consegui confirmar este dado. Parte da programação oficial do Ano da França no Brasil, a exposição que abre para o público hoje na Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo, SP) reúne 80 obras do artista, entre esculturas, desenhos, fotos, documentos e livros ilustrados vindos de coleções públicas e particulares do Brasil e da França.

Henri Matisse, Nu rose assis, 1935-1936
reprodução de “Nature morte au magnoia” (1941)

Segundo li, a ideia é apresentar traços característicos do processo criativo do artista, como a combinação única e intensa de cores, linhas e espaço. E segundo esta ideia, obras de cinco artistas franceses contemporâneos claramente influenciados pelo universo de Matisse também integram a mostra –Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabile e Philippe Richard.

A escolha é da curadora da mostra, Emilie Ovaere, do Musée Matisse e a promessa dos organizadores é de que possamos acompanhar a evolução do processo criativo do artista em um percurso retrospectivo. São destaques: “Nature morte au magnoia” (1941) e “Nu rose assis” (1935-36), os painéis serigrafados “Océanie”, “Le ciel” e “Océanie, la mer”; e as pranchas do livro “Jazz”, editado em 1947.

Pertencentes ao acervo da Pinacoteca, trabalhos dos brasileiros Beatriz Milhazes, Rodrigo Andrade, Paulo Pasta, Dudi Maia Rosa, Felipe Cohen e Waltércio Caldas também fazem parte de “Matisse Hoje”.

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Curiosidade: Matisse era escriturário e descobriu-se pintor aos vinte anos, quando convalescia de uma enfermidade, época em que ganhou uma caixa de tintas.

P.S. Fauvismo (do francês les fauves, ‘as feras’, alcunha dos não-impressionistas, o movimento que antecedeu o fauvismo) é um movimento do início do século XX (1905-07) que buscava a máxima expressão pictórica. O próprio Henry Matisse afirmou, em “Notes d’un Peintre” que pretendia-se com o Fauvismo “uma arte do equilíbrio, da pureza e da serenidade, destituída de temas perturbadores ou deprimentes”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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