O velho debate: Maternidade versus Carreira voltou

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Nesta semana um debate tomou conta de um grupo que mantenho no Facebook, o Mães (e pais) com filhos: Maternidade X Carreira. Tudo começou porque uma mãe indicou lá este post (do I know my children) que surgiu desta entrevista do médico  José Martins Filho, autor do livro A Criança Terceirizada – e em poucas horas dezenas de comentários concordavam ou discordavam. Demorei um tanto para ler tudo e faço questão de me posicionar.

Embora eu não concorde 100% com as posturas do post, eu respeito muito o direito de opinião – da mesma forma como respeito o direito de cada um opinar, tanto no grupo quanto (e principalmente) nos seus espaços pessoais como twitter e blogs. Cansei de contar aqui que fiquei em casa com meus pequenos até um ano, depois trabalhei pouco até eles entrarem na fase de alfabetização e até hoje eu tento não ter compromissos de trabalho externo que afetem demais nosso relacionamento. Mas, friso aqui, esta é a minha opção e eu não faço “proselitismo” ou “discurso panfletário” dela porque foi minha escolha.

Chamo vocês à realidade: o que seria do mundo se todas as mães escolhessem trabalhar fora? E se todas as mães resolvessem não trabalhar enquanto os filhos são pequenos? E como seria o mundo atual se todos os casais tivessem filhos? E se todos deixassem de conceber?

Nossa trama social é feita desta pluraridade e não tem sentido, em pleno século XXI, a gente se alfinetar e tomar como ofensa pessoal uma escolha individual feita (e alardeada, eventualmente) por outros. A maravilha da nossa era é o direito de ser, com toda dor e delícia que se encerra nisso!

Vejo muitos reflexos positivos da dedicação aos meus filhos, mas creio que sobretudo a pessoa (mãe ou pai) tem que assumir esta opção de doação de tempo de forma positiva. Fazer isso porque nos sentimos forçados pela sociedade é um grande equívoco que nos leva para trás, para o tempo em que homens e mulheres viviam presos a dogmas religiosos ou a sociedades de castas. Há que se aproveitar o que conhecemos e alcançamos em termos de liberdades pessoais para vivenciarmos o direito a escolha e sabermos respeitar este direito quando o notamos exercidos pelos outros.

Jogando #caraacara no Facebook :-) - um prêmio pro criador deste social game!
Eu e meus filhos juntos num final de tarde destes no home office 😉

E você, qual sua opinião? Participe comentando – e se for pai ou mãe, entre no nosso grupo do Facebook! 🙂

P.S. Um dos meus posts sobre maternidade X carreira favoritos escrevi no Dia da Mulher de 2010: Será que a culpa é a principal inimiga da mulher que trabalha?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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