bem estar


Será que usamos maquiagem todo dia? É pouco ou é exagerado? Li há algum tempo um post da Cyn Cardoso sobre sua experiência na Itália, onde as mulheres se maquiam demais. Ela lembrou alguns fatos e no final dizia:

Não mudei meu jeito de ser, nem passei a me vestir como elas. Mas pra dar uma sacudida na minha auto-estima já tão pisoteada, passei a observar o que a cultura deles podia ter de melhor. E assim resgatei o ritual de maquiagem antes de sair de casa. Sem exageros, como fazia antes no Brasil e cheguei a inspirar amigas! Este simples ato me ajudou bastante a me sentir mais bonita. Apenas realçando o que mais gosto em mim, meus olhos. Corretivo + lápis preto + máscara preta para cílios. Vez ou outra uma sombra discreta. 

Lembrei da minha experiência no Japão. Lá sair sem maquiagem é ser muito relaxada. Os homens comentam algo como “esta mulher é meio porca, saiu de cara lavada”. Assim, por força do trabalho (ser repórter num país assim e não se arrumar não combina) e da minha vaidade assumida, acostumei a usar maquiagem para trabalhar. Mas aqui no Brasil não tinha este hábito, era um lápis no olho e batonzinho, só, como a Cyn conta que via nas colegas de trabalho em Brasília. Será que nós brasileiras deixamos nossa vaidade correr solta em outras áreas e esquecemos desta? Ou é por conta do clima? Sempre que me pergunto se o clima quente pesa (porque a maquiagem literalmente derrete), lembro que aqui, por outro lado, as mulheres adoram cabelos enormes!  Não quero listar os motivos para se maquiar ou não. Sei que pode ser uma coisa muito boa para auto-estima e faz bem estar perto de gente bonita, cheirosa, arrumada – mas sem exageros.  E acho que este tema pode e deve ser tema de papo de mulher, sem medo de parecermos alienadas. Ainda conto com dicas e trocas de idéias com minhas irmãs, amigas e até desconhecidas antes de comprar maquiagem. Outro dia eu peguei ônibus e uma moça ao meu lado passava o que parecia ser um corretivo na face toda. Não resisti e perguntei o que era e descobri que era uma base da Avon. Dias depois achei para vender e comprei, ficou como coringa para situações (espinhas e olheiras) de emergência, porque é fácil de passar e deixa um aspecto natural. E você, como lida com a maquiagem nossa de cada dia?  P.S. A imagem é da campanha da Boticário “Acredite na  beleza” citada pela Cyn. Escrevi dois posts – Mulher, mídia e consumo e Que padrão de beleza é este? – sobre a ditadura da beleza e não posso deixar de concordar com alguns pontos levantados por ela.

“não acredito na pratica de julgarmos uns aos outros pelas aparências, vestuário e cultura. Acredito na diversidade, em valorizar o que somos e o que temos à oferecer e acima de tudo no respeito mutuo. Se cuidar, se amar, sem nos supervalorizarmos. Sem dar valor demasiado à vaidade. Saber medir. Saber diferenciar. Saber respeitar as diferenças e não fazer com que outra pessoa se sinta inferior a você pelo simples fato de ser diferente. Porque, at the end of the day*, o que conta realmente é quem você é, o que tem dentro de si, mas nem por isso devemos nos descuidar do nosso exterior.”

P.S. Este post NÃO é publieditorial.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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