Mapa em Família

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Estamos refazendo a pintura de alguns cômodos do apartamento e nesta de buscar ideias e referências, achei umas sugestões de fotos que desenhem um mapa da família. Não é uma árvore genealógica! É um mapa mesmo, das mudanças, das saídas e chegadas, do jeito nômade que caracteriza algumas famílias, como a minha, com avós nascidos no Japão e bisavós alemães vindos da Rússia.

Você já parou para pensar se os seus parentes moravam perto uns dos outros? Ou onde, exatamente, a sua bisavó nasceu? A partir do momento em que você pode observar os fatos significativos do passado da sua família numa perspectiva mais visual, você consegue realmente compreender como foi a grande jornada dos acontecimentos da sua família que levaram até você. Rastreie as localidades dos seus antepassados e ganhe informações geográficas e históricas novas sobre a sua família. Você pode descobrir, por exemplo, que todos os seus avós vieram de uma mesma pequena região da Europa, ou que os seus primos de segundo grau são praticamente seus vizinhos.

Algumas plataformas fazem isso. O FamilyMap exibe eventos do seu site de família, coisas como nascimentos, falecimentos e casamentos, bem como fotos digitais e escaneadas da sua família, num grande mapa-múndi interativo. Uso há muitos anos!

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Se você quer começar a desvendar este universo, uma dica: neste final de semana tem um encontro bem legal sobre o tema. Em “Mapa em Família: faça seu próprio mapa“, a Fundação Ema Klabin mestre que promete ensinar as técnicas usadas pelos primeiros cartógrafos e fazer o seu próprio mapa! Em parceria com o Educativo da Fundação, o doutor em arqueologia e educador Yves Rolland irá propor a criação de um mapa partindo de referências como o “Atlas Maior” de Joan e Willen Blaeu, exemplar raro do séc. XVII, pertencente à Coleção Ema Klabin.

Yves Rolland é doutor em Arqueologia pela Université Lumière – Lyon, graduado em história pela Université Pierre Mendès France – Grenoble, participou de diversas escavações arqueológicas; educador e chefe de projeto no Museu da civilização galo-romana e no Museu de História da cidade de Lyon; docente de história e geografia no liceu francês de São Paulo.

A atividade acontece no domingo, 25/06 às 15h, tem entrada gratuita, mas só abrem 25 vagas contadas por ordem de chegada.

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E de quebra dá para visitar a casa maravilhosa onde funciona a Fundação. É um convite para quem gosta do luxo e de coisas de época.

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O imóvel sede da Fundação localiza-se à rua Portugal, 43, em São Paulo. O terreno, de quase 4.000 m2, faz parte do Jardim Europa, loteamento de alto padrão projetado pelo engenheiro-arquiteto Hipólito Pujol Jr. no final da década de 1920, nos mesmos moldes das cidades-jardim britânicas do contíguo Jardim América, projeto do urbanista inglês Barry Parker. Em sua proximidade estão outras duas outras instituições culturais: O MUBE – Museu Brasileiro da Escultura e o MIS, Museu da Imagem e do Som.

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A construção, com cerca de 900 m2, foi cuidadosamente projetada e construída pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker, em meados dos anos 50, para abrigar a coleção reunida por Ema Klabin. Não possui um estilo definido, como era comum nas outras residências da época, unindo elementos clássicos, como os arcos plenos nas portas e janelas externas, com elementos modernos, notadamente nos materiais de acabamento utilizados. A decoração ficou a cargo de Terri Della Stuffa, também responsável pela distribuição e adaptação das peças pelos ambientes da casa.

Serviço:

Fundação Ema Klabin é uma instituição cultural aberta ao público em 2007, com um acervo de 1545 obras e programação cultural regular. Saiba mais no site: www.emaklabin.org.br.

O extenso acervo reunido por Ema Klabin é de difícil definição, dado o seu caráter abrangente e diversificado. Com uma visão diversa daquela de um historiador da arte ou de um curador, ela, como muitos colecionadores particulares, procurou cercar-se em seu ambiente doméstico das coisas belas que apreciava. Seguindo basicamente seu gosto pessoal, sem a preocupação de formar uma coleção com um tema específico, os ambientes de sua casa foram sendo preenchidos ao longo de mais de quatro décadas, com cerca de 1500 peças dos mais diversos períodos, técnicas e procedências.

O setor educativo busca apresentar a coleção reunida por Ema Klabin de forma dinâmica e acessível a todos os públicos, abordando diversas temáticas presentes na casa-museu.

  • Quarta a domingo, das 14h às 17h, com permanência até as 18h. De quarta-feira a sexta-feira, grupos entram para as visitas de uma em uma hora (14h, 15h, 16h e 17h). De sábado e domingo, grupos entram para as visitas de uma em uma hora (14h, 15h, 16h, 17h).
  • Grátis aos sábados e domingos.
  • Não há necessidade de agendamento prévio.
  • Ingressos: R$10,00 ou R$5,00 para estudantes e terceira idade. Gratuito para professores.
  • A visita costuma levar entre 1h e 1h30.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.