Mamãe, Papai Noel existe?

Estamos numa época adorada pelas crianças, em que as férias escolares começam e o Natal se aproxima. Como eles esperam pelo Natal! Hoje em dia a coisa é tão comercial e televisiva que a gente se vê forçado, praticamente coagido a “dar uma passadinha” naquele shopping que tem o Natal do Cocoricó ou pelo menos levar as crianças para ver o Papai Noel do outro shopping, porque é um velhinho autêntico. Tem cara de papai Noel.

Aqui em casa nem sempre foi assim. Faço o “mea culpa” público porque eu mereço ser chamada de megera neste quesito Natal, embora uma megera regenerada! Como na minha família Natal sempre foi mais um evento religioso (que envolvia o nascimento de Jesus, presépio, presentear os necessitados) e a festa (sim, tinha muita festa e parentada reunida), nunca achei que Papai Noel tinha muita importância. Meu marido cresceu numa família ainda mais radical neste ponto, então, quando tivemos o Enzo, não fizemos esse “ritual natalino”. E eu sempre falei que Papai Noel era uma pessoa com fantasia, um mito popular. Assim mesmo, com estas palavras. Coitado!

Alguns natais atrás, passamos em São Paulo para visitar uma tia do meu marido e ela nos levou para ver a decoração de Natal do Shopping Plaza Sul. Enzo tinha 4 anos e meio e Giorgio 2. Chegamos lá, tinha casinha do Casal Noel (daqueles lindos, um casal de velhinhos de pele rosada e cabelo branco) e os meninos foram conversar no colo, tirar fotos. Foi uma novidade, pois eu nunca os tinha levado para isto. Bom, eles voltaram para casa em Curitiba e contaram para amigos, avós e tios que “Mamãe pensava que não existia Papai Noel porque ele morava em São Paulo e ela não sabia!”

Eu mereci! E fiquei feliz pelo puxão de orelha que a vida me deu ainda em tempo, porque eles não ficaram mais sem coelhinho, papai noel, nada. Agora na época do Natal, além de enfeitar a casa, escrever os cartões (ambos já escrevem comigo) e planejar os presentes, também assistimos DVDs ternos para reviver a magia do Natal. E já temos favoritos: O Expresso Polar, em que um trem pega algumas crianças na porta de casa para levar ao Pólo Norte e a Rudolf, a Rena de Nariz Vermelho, que mostra como o diferente se tornou especial. Ambos se tornaram também histórias para ler, pois há livros ilustrados com os mesmos títulos.

A parte religiosa que eu tanto prezo, também continua funcionando. Em dezembro, Enzo teve uma tarefinha de escola que pedia para escrever uma pequena redação ilustrada contando o que a criança sabia sobre o Natal. Era para perguntar para os pais, mas ele fez sozinho, pois minha correria atual nem me permitiu conversar com ele. Bem, ele me trouxe a tarefa pronta para ver e me emocionou, pela simplicidade terna. Dizia: “O Natal é o aniversário de Jesus e foi o primeiro Natal de todos”. Mãe coruja assumida, imediatamente passei no escaner, mandei para todo mundo ver e transformei a imagem numa foto-montagem que virou nosso cartão de Natal.

Resumindo: o Natal só é Natal de verdade se visto com olhinhos infantis.

Feliz Natal a todos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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