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Nesta semana Malala Yousafzai completou 20 anos. Parece louco pensar que a gente conhece ela há tanto tempo e que essa menina, mal entrou na “idade adulta”, já mudou tanto o mundo!

Ela nasceu na pequena cidade de Mingora, no Paquistão, no dia 12 de julho de 1997, e aos 15 anos, foi baleada na cabeça pelo grupo rebelde talibã Tehrik-e-Niswan, que acredita que as mulheres, desde cedo, devem aprender somente o suficiente para serem excelentes donas de casa.

Escola? Faculdade? Estudo formal? Onde Malala nasceu nada disso é coisa de menina.

Mas ela persistiu. E pouca gente admite, mas seus pais persistiram junto. O documentário que no Brasil conhecemos como “Eu sou Malala”, em inglês tem outro título que mostra como nós, adultos do entorno desses jovens, temos um significativo papel na mudança do mundo que eles promovem. Chama-se He Named Me Malala e está disponível na Netflix.

Malala Yousafzai tornou-se a mais jovem vencedora do prêmio Nobel da Paz, por sua “luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”.

O livro  Eu Sou Malala – A Historia da Garota Que Defendeu a Educação e Foi Baleada pelo Talibã, lançado em 2013, conta toda a história dessa jovem superpoderosa, que acredita que as palavras (e os livros) têm o poder de mudar o mundo.

No mesmo ano do lançamento do livro, Malala fez seu primeiro discurso público desde que foi baleada pelos talibãs. Em 12/07/2013, o dia em que fez 16 anos, ela disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que não será silenciada por ameaças terroristas e também fez um apelo pela educação gratuita e obrigatória para todas as crianças do mundo.

“Eles pensavam que as balas nos iam silenciar, mas enganaram-se. E desse silêncio nasceram milhares de vozes.”

E ela tem uma legião de fãs, algumas importantes como Emma Watson:

Ela é uma inspiração e, para sorte de meninas como minha filha (que nasceu justamente no ano em que ela foi a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz), é um exemplo vivo do que podemos fazer quando sabemos viver uma vida com propósitos.

Esse é meu sonho e desejo mais sincero do coração para meus três filhos:

Que sejam pessoas capazes de viver uma vida além das aparências, do consumo, da busca por sucesso, objetos materiais, curtidas e companhias que buscam atender ao vazio da sociedade atual.
Que eles sejam capazes de encontrar a felicidade pessoal numa caminhada que inclui as pessoas ao seu redor, que não vira a cara para o diferente e que não é indiferente ao ser humano ao seu lado.
Que sejam mais do que um na multidão, sejam os portadores dos abraços que curam, donos dos olhares que amam e participantes dos encontros que transformam.

E para quem quer começar a falar de Malala com crianças menores, deixo uma dica, que vem da biblioteca pessoal da minha filha de 4 anos e foi um presente da madrinha dela, que faz também um projeto social com meninas do Oriente Médio.

 

 

O livro Malala, a menina que queria ir para escola, de Adriana Carranca Corrêa, publicado pela Companhia Das Letrinhas. E para quem tem filhos maiores, vale ler o livro da própria Malala Yousafzai com Christina Lamb, Eu Sou Malala, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

Quer saber mais? No vídeo abaixo, a jornalista e escritora Adriana Carranca explica como foi o processo de elaboração do livro-reportagem sobre Malala e por que resolveu escrevê-lo para crianças.

Ouça um trecho:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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