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O tema é alvo de discussão na sociedade e gerou um impasse entre a Câmara e o Senado.

Será reflexo da nossa opinião?

Uma notícia desse final de semana dava conta que 9 entre 10 pessoas apoiariam a redução da maioridade penal. Ao compartilhar o link, minha irmã, que como eu já atuou com jovens em situação de risco social, comentou:

“Eu só gostaria que 9 em cada 10 brasileiros também estivesse interessado (e direcionando sua cobrança) a outras questões que se referem ao alto índice de adolescentes infratores, como a falta de acesso a uma educação de qualidade, com local/recursos/carga horária e profissionais à disposição e ainda, uma estruturação familiar em que a “fuga para a marginalidade” não fosse a melhor opção. Afinal, criança nenhuma nasce querendo virar bandido.”

9 em cada 10 brasileiros é a favor do

Eu gostaria que 9 entre 10 brasileiros (ou, por que não, 10 entre 10!) apoiassem uma carga horária mais flexível e uma rotina mais branda para mães e pais com filhos. Não é fácil, eu sei. Mas faria muita diferença.

Minutos antes de ver esta notícia, eu tinha lido um update da amiga Bianca sobre um resultado individual que poderá criar uma jurisprudência ímpar: uma servidora pública ganhou o direito de trabalhar apenas metade da sua carga horária (eram 8h e passaram para 4h diárias) para poder cuidar do filho que tem Síndrome de Down.

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Isso me lembrou um trecho do professor japonês Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Iê, filosofia de vida que meus pais seguiram por muitos anos e que conheço a fundo por conta deles. Ele dizia que “a criança rebelde (só) quer chamar atenção dos pais”.

Quantos jovens infratores estão tentando chamar nossa atenção para sua invisibilidade social? Não sei! Nós não fazemos essa conta. Calculamos apenas o que é concreto: seus péssimos resultados, suas fugas da escola, suas reincidências. Não fazemos um levantamento das condições psicológicas , físicas, emocionais e educacionais destas pessoas. E quando fazemos, garanto, nossa perspectiva positiva com o futuro vai reduzindo, de tão triste que é.

A verdade é que os pais ganhariam muito com uma carga horária diferenciada, independentemente das condições de saúde de seus filhos. Mas como fazer isso tudo funcionar dentro da nossa economia?

Esse é o desafio e poderíamos contar com cabeças pensantes para encontrar alternativas, aproveitando o “entusiasmo” de muitas pessoas que usaram e abusaram do seu tempo e das redes sociais para justificar a mudança na maioridade penal.

Saiba mais:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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