Ser Mãe É Tudo de Bom

Raramente compro livro no susto, sem pensar muito – quer dizer, só se for coisas como biografia escrita pelo Ruy Castro… – mas ao receber e-mail avisando deste lançamento, nem pensei duas vezes: mandei ver no Submarino (e recebi direitinho menos de 24h depois). A razão do consumismo? Ajuda uma instituição legal (Amparo Maternal, que ficou com os direitos autorais da obra) e trata de um tema que é bem conhecido meu: a maternidade. Só o título me deixou meio de nariz torto, parece aquela frase horrorosa de que ser mãe é padecer no paraíso. Não é, é hard work mas tem compensações à altura. Com o livro em mãos, fui ver com calma os nomes das autoras. A historinha é legal: no final de 2007 mães famosas do Brasil foram convidadas para escrever um texto sobre a maternidade para compor um livro que ajudaria uma instituição tradicional no atendimento a grávidas sem recursos e desassistidas socialmente. Bem, 33 mulheres assumiram a empreitada e a visão delas está em Ser Mãe É tudo de Bom – A Maternidade na Visão de Mães Brasileiras Famosas (Matrix Editor, 192 págs, preço médio R$ 29,90). A resenha diz que “elas contam na obra suas experiências de filho nascendo, mamando, crescendo, saindo de casa, tendo seus próprios filhos. Textos emocionantes, sinceros, alegres e belos, como só as mães seriam capazes de escrever.” O mais legal, para completar o quadro para mim, é que o livro o lançamento do livro é num dos lugares que mais adoro atualmente em São Paulo! E eu vou, claro, com os guarda-costas junto, para ter muita história para contar quando chegar minha vez! Serviço:

P.S. A blogueira Carolina, do Vignamaru, contou que a mãe dela, a escritora Elvira Vina, é uma das autoras do livro. Eu sigo a filha no Twitter e fiquei muito curiosa sobre os livros da mãe. Quem são as autoras:

  • Alice Ruiz – escritora e compositora
  • Aparecida Liberato – numeróloga e autora de livros sobre o assunto
  • Bárbara Heliodora – crítica teatral e tradutora
  • Beth Szafir – socialite
  • Bia Corrêa do Lago – escritora, editora e apresentadora do programa Umas Palavras
  • Christina Carvalho Pinto – publicitária, presidente do Grupo Full Jazz de Comunicação e líder da plataforma multimídia Mercado Ético
  • Claudia Costin – professora do IBMEC-SP e da Universidade de Québec. Ex-ministra da Administração Federal e Reforma do Estado e ex-secretária da cultura do estado de São Paulo
  • Cristiana Oliveira – atriz
  • Deni Bloch – assessora de imprensa
  • Eliane Cantanhêde – jornalista e colunista da Folha de S.Paulo desde 1997
  • Elvira Vigna – escritora
  • Etty Fraser – atriz
  • Fernanda Venturini – jogadora de voleibol
  • Georgia Gomide – atriz
  • Gorete Milagres – atriz
  • Heloísa Seixas – escritora
  • Leonor Corrêa – jornalista e diretora de TV
  • Ligia Kogos – dermatologista
  • Márcia Peltier – jornalista
  • Marcia Tiburi – filósofa
  • Maria Eulina Hilsenbeck – presidente do Clube de Mães do Brasil
  • Maria Lúcia Dahl – atriz e roteirista
  • Mona Dorf – jornalista e apresentadora de TV
  • Mônica Beyruti – nutricionista
  • Mônica Dallari – jornalista
  • Nydia Lícia – atriz, produtora e diretora de teatro
  • Patricia Kogut – jornalista
  • Patricia Palumbo – jornalista
  • Patricia Saboya – senadora
  • Rita Camata – jornalista e deputada federal
  • Rosana Hermann – jornalista, roteirista, apresentadora e blogueira
  • Silvana Tinelli – publicitária
  • Stella Florence – escritora
A instituição:
Cada exemplar vendido do livro gera recursos para o Amparo Maternal. A entidade, que atende todas as gestantes que a procuram, vive constantemente em dificuldades financeiras. E o livro foi uma maneira encontrada pela Matrix Editora e Projeto Narizinho Verde para arrecadar fundos e divulgar seu trabalho. Todas as mulheres que vão até o Amparo são atendidas via SUS e delas nada é cobrado. No alojamento social são albergadas gestantes diversas, como migrantes, sem teto, deficientes físicas e drogadas. Sua capacidade de atendimento é de até 100 pessoas diariamente. No Amparo Maternal nascem aproximadamente 1.200 crianças/mês, cerca de 7,2% de todos os nascimentos da Grande São Paulo. E a maioria dos partos é natural.O Amparo Maternal foi fundado em 1939 por um grupo de pessoas liderado pelo então Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Alfonseca e Silva e pela religiosa franciscana Madre Dominequè. Sensibilizados com a realidade das gestantes nas ruas, resolveram dar assistência a toda grávida carente que lá chegasse. Quase 70 anos depois, cerca de 1.200 nascimentos acontecem em suas dependências. A entidade possui uma equipe médica sempre de plantão e conta com UTI Neonatal com 12 leitos. Mais de 650 mil nascimentos já aconteceram, desde a fundação da casa.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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