Mãe na Direção

Mesmo quando mudei para São Paulo com meus meninos pequenos, eu já ouvia de outras pessoas:

“Nossa, eu não dou conta nem de um, imagino você com dois filhos!”

Isso dizia respeito a tudo, mas principalmente a qualquer saída de casa. Por alguns anos, o trabalho do meu esposo o ocupava de tal forma que eu assumi tudo: de fazer supermercado a ir ao clube, das aulas de natação à entrada e saída da escola, do cinema ao pronto-socorro. E sem familiares morando na mesma cidade, saía sempre com os dois.

Hoje, sou mãe de três, encarando novamente a vida com um bebê.

Apesar de não ter filhos de casamentos diferentes, temos experiências que fogem do padrão.

Está mais fácil com Manuela, nossa caçula, pois o ritmo de trabalho do pai é mais flexível e os irmãos já são mocinhos, mas continuo usando os mesmos combinados que fizeram nossas saídas de carro ser sempre tranquilas.

Aprendi vendo minha mãe com a gente. Ela adora dirigir e encarava estrada e tudo mais com os quatro filhos no banco de trás do carro, mas sem conseguir impor limites como deveria (risos), afinal eram os anos 70 e 80.

Sou mais firme do que ela.

Para mim, uma das coisas mais importantes é ensinar às crianças que, apesar do nosso amor por elas, quando estamos focados em algo que exige muita atenção, como dirigir, não podemos atender imediatamente ao que pedem.

É preciso que aprendam sobre prioridades.

Desde pequenos – mesmo Manu, com 1 ano, ouve isso de mim quando resmunga ou choraminga na cadeirinha dela -, a gente pode conversar com os filhos, explicando que estamos fazendo uma atividade que exige foco, que não podemos nos distrair e que, assim que chegarmos (e não estivermos mais dirigindo), poderemos dar atenção integral a eles.

Outro ponto que adoto aqui são os combinados.

Antes de sair de casa (se possível, na véspera), eu conto aonde vamos, quanto tempo vai demorar, se é longe ou perto. Isso valia tanto para os meninos – que levavam gibis, caderninhos de desenhar e joguinhos de carta para passar o tempo – quanto para a Manu, que presta atenção no que eu digo e, quando demoramos, dorme gostoso no carro.

Esse lado companheiro dos meninos, que existe desde quando eram bem pequenos, me faz sentir que estamos no caminho certo.

E é um dos pontos com os quais me identifico com o projeto Mãe na Direção, que tem como missão clara ajudar as mães a transformarem os momentos a bordo em oportunidades reais para estreitar os laços familiares e fortalecer o senso de unidade e pertencimento entre seus entes.

Na nossa rotina, sigo falando sobre o funcionamento do trânsito, mostrando a cidade e ensinando-os a serem bons transeuntes e futuros motoristas. Dentro da capacidade de compreensão de cada um, podem ir entendendo porque o carro para no sinal vermelho, como sinalizamos nossas ações e como o veículo nos protege e nos leva mais rápido do que quando estamos a pé.

E, por fim, o exemplo é um ponto de apoio excepcional. Eu nunca atendo o telefone enquanto dirijo. Se a pessoa insistir ou caso seja alguém da família (sei pelos toques personalizados), encosto o carro e retorno a ligação.

Não uso Twitter, não filmo nem fotografo se for eu a motorista.

Sei que sou um ponto fora da curva.

Uma pesquisa da Academia Americana de Pediatria com 618 pais mostrou que 90% deles falavam ao telefone, enviavam mensagens de texto, brincavam com o GPS ou faziam outras coisas enquanto dirigiam com seus filhos dentro do carro. Os pais que admitiram dirigir com outras distrações também se mostraram mais propensos a relatar envolvimento em acidentes de carro.

Espero, sinceramente, que esse comportamento seja adotado pelos meus meninos – assusta um pouco pensar que em 4 anos o mais velho já poderá tirar habilitação – e que seja um diferencial positivo na vida deles.

Como posso ser a mãe que reclama “Filho, larga o celular!” se eu mesma fico conectada até quando não deveria? E quando eu posso, me conecto sim, mas sem estar dirigindo!

Um dos meus pontos de encontro com outras mães para debater esse e outros assuntos é o Mãe na Direção, um projeto da Renault, que busca por meio da troca de informações e experiências, o contato com as mães, filhos e famílias que passam boa parte do tempo a bordo.

Para isso foi criada a página Mãe na Direção e desde o início conta com a participação dos usuários para construir e participar juntos da websérie.

Desde 2012, acompanhei as aventuras de Wanessa e sua filha Bia (na época com 1 ano), enfrentando todos os dilemas de uma mãe na direção. Depois,a Karine que, ao driblar Freddy e Max, me lembrava muito de quando eu só tinha dois meninos, tanto que eu fui uma das mães que palpitou na comunidade para ajudá-la no cotidiano com os filhotes. E nesta temporada, estou ansiosa para saber tudo sobre as duas novas famílias que, com o suporte da especialista Dra. Maria Carolina e as mães da comunidade, vão driblar as surpresas da vida urbana em movimento.

Vem com a gente!

artigopatrocinado publieditorial

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.