Profissão Repórter mostra a luta de pais pela guarda de filhos

Em 27/02/2007 eu escrevi um post sobre Guarda Compartilhada num blog coletivo do qual participava. Até hoje recebo avisos de comentários por lá e ao ver que o programa Profissão Repórter tratará do tema nesta noite, lembrei do quanto o assunto é sofrido para muitas famílias, com histórias de pais e mães que disputam a guarda dos filhos e como pode ser uma experiência positiva para quem consegue manter uma boa convivência.

No geral não é assim. Os casos que foram acompanhados pelos repórteres Victor Ferreira e Felipe Bentivegna – um pai boliviano que fugiu com a filha brasileira de cinco anos – e Gabriela Lian e Eliane Scardovelli – outro pai, que após quatro anos consegue reencontrar a filha que tinha sido levada pela mãe – são mais comuns, infelizmente. Mas há casos felizes, como o da juíza de família que promove o entendimento entre os pais da cidade de Santo André porque, como mostrou o repórter Raphael Prado, vive esta situação em casa, dividindo a criação dos quatro filhos com o ex-marido.

E a distância dos filhos foi a inspiração para as cartas do pai que escreveu Morrendo de Saudades, o livro que promovemos aqui na semana passada. Já tenho os nomes dos ganhadores dos exemplares, escolhidos pela comissão de pais. Parabéns @telmaciel e @rogeriathompson. Obrigada @gnsbrasil e @cristianoweb por acompanharem os comentários e indicarem os vencedores.

🙂

P.S. Aproveito e republico aqui trechos do post que comentei no início:

Nesta semana vi que a Época vai discutir no Blog da Semana a Guarda Compartilhada. Li bastante sobre o tema, filha de advogada, como contei aqui, eu sou uma pessoa interessada no Direito de Família. Além disto, sou filha de pais que se separaram, mantiveram informalmente uma guarda compartilhada dos 4 filhos e depois de alguns anos de divórcio se casaram novamente. Um com o outro! (risos) Já são 15 anos de retorno do casamento dos meus pais, de um total de 36 de união.

Uso o termo união porque casamento ou não, meus pais conseguiram nos manter unidos. Moravam em cidades diferentes e hospedavam um ao outro para ver os filhos que lhe cabiam (dois ficaram com um, dois com outro) quase todo final de semana. Férias, Natal, tudo foi sempre junto. Na mesma época, morava no prédio do meu pai uma moça com três filhas pequenas, de primeira infância. Eu achava lindo porque o pai ia todo dia pegá-las para levar à escola (que ficava a uma quadra e meia de lá) e ajudar a arrumá-las. Às vezes ele e o namorado da mãe se encontravam, mas na paz. As meninas se sentiam amadas, como eu e meus irmãos também.

Há alguns meses, no lançamento do livro Pais Separados, Filhos Preparados, da “Supernanny brasileira” Cris Poli, eu recebi o livro de presente. Cris é evangélica e nos seus livros ela pode mostrar mais abertamente sua opinião do que na TV, claro. E lá confirmei esta experiência que tive com meus pais: acima de tudo, o amor. E a possibilidade de guarda compartilhada me dá a noção deste amor acima das desavenças. Gostaria muito de saber de outros casos assim!

A matéria da revista cita alguns projetos interessantes sobre o tema e conta que em 2008 o Congresso deverá aprovar o projeto de lei que modifica o Código Civil e estabelece oficialmente a guarda compartilhada. Finalmente perceberam que o homem se tornou mais participativo na vida familiar e deseja um contato mais próximo com os filhos, mesmo depois de separado. No orkut, por exemplo, há várias comunidades de pai que vive longe do filho, sabem? Esta conscientização contou com entidades como a Apase (Associação de Pais e Mães Separados), de Florianópolis, citada na matéria. No sitedeles é possível encontrar boas informações sobre o tema.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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