Nós não deixamos de brincar porque envelhecemos, envelhecemos porque deixamos de brincar

“Nós não deixamos de brincar porque envelhecemos, envelhecemos porque deixamos de brincar”

George Bernard Shaw é citado na apresentação da mesa “Swing” que sugere levar o playground para a sala de jantar ou para a sala de reuniões. Christopher Duffy, do estúdio de design Duffy London, do Reino Unido, criou esta “mesa-balanço”, ideal para deixar a hora de comer ou de discutir negócios mais divertida. Com quatro pilares, utiliza sua estrutura para sustentar uma luminária pendente central e oito cadeiras suspensas que balançam alegremente. Fabricado com uma estrutura metálica e com madeira de nogueira, o projeto cria uma experiência que é ao mesmo tempo lúdica e estética. De quebra, facilita a limpeza do chão.

O quão lúdica sua vida pode ser? E quanto de “falta de pé no chão” você suporta?
Reflexão para levar para o novo mês!

Na semana passada estive trabalhando por dois dias com a presença de Solena e Consuelo, do grupo Palhaços a serviço das pessoas (POP), uma empresa que acredita na linguagem do palhaço para entendimento e desenvolvimento das relações humanas. Fui impactada pela presença delas, não só no palco onde, travestidas em suas personagens, apresentavam oficialmente o evento sobre cultura digital e educação. Mas por sua presença na platéia, nos corredores, na vida que acontecia ao redor dos debates e workshops.

Fui criada num ambiente familiar austero e tenho devotado minha vida a perder a formatação que recebi na mais tenra infância. É um trabalho longo, constante e, creio, sem fim. Aos poucos aprendo a ser o que creio na teoria: somente a ludicidade pode resgatar a criatividade e criticidade dos indivíduos, fazendo com que sejam capazes de resistir às situações desumanizantes, levantando sua auto-estima e lhes dando motivos para viver em um país onde paira tanta injustiça social.

“O lúdico e a ludicidade só serão compreendidos no seu acontecer. O lúdico se parece a uma sinfonia: ela precisa ser executada para ser vivida. Não é uma idéia intelectualizada que nos dá a compreensão da sinfonia. Ela não foi criada para se tornar conceito, mas para ser vivenciada mediante sua execução. O ato lúdico coloca-se na mesma esteira e, ainda, com uma grande diferença. Ele não precisa de partitura. Cada ato lúdico é novo e original, jamais repetido.”
Silvio Santin, em Educação Física: da alegria do lúdico à opressão do rendimento, disponível para download no blog do autor.

É na brincadeira que se vivencia o lúdico, mas não se trata apenas de brincar ou de ser menos sério.

Você pode aprender mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em uma vida inteira de conversação, ou seja, por ser espontânea a brincadeira pode revelar sentimentos, comportamentos e verdades do ser humano que dificilmente seriam demonstrados num diálogo.

Assim, espero que cada dia mais o lúdico assuma minha vida, porque é capaz de estimular sensações, somente compreendidas por quem as sente quando está brincando.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.