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Neste final de semana “conversei” no Twitter sobre seriados meio adolescentes (ou pouco pós-adolescência) e no papo descontraído que passou por isso e mil outros assuntos femininos, fiquei com saudade deste tempo em minha vida. Ao conversar saudosa – e ao mesmo tempo dando graças a Deus por não ter mais que viver o tormento da insegurança, das incertezas e da falta de independência daquela época – eu lembrei demais do livro Louca por você, da jornalista Fernanda Belém. Ela é um contato de Twitter com quem já troquei também dicas de filmes e seriados, e desde que soube de seu livro tinha curiosidade sobre o romance, sua estréia na ficção. Perguntei se tinha versão eletrônica (ultimamente leio muito mais e melhor nestas versões, que posso levar comigo a toda hora) e ela gentilmente me enviou um exemplar autografado.

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E o livro valeu a pena! Li numa noite, devorando, pois comecei a me envolver com a história e não parei até saber o desfecho. Vamos combinar que história boa é assim: prende o leitor e não dá folga! O grande trunfo de Louca por você é a personagem que encanta e cria empatia instantânea. A partir dela, da sua rede de amigos, da forma honesta com que se posiciona diante das pequenas ou grandes situações do seu romance de adolescência que volta à sua vida adulta, tudo nos faz não só torcer por ela, mas desejar estar perto em todos os momentos. Além disso, a realidade de vida é daquelas que nos conseguimos entender, absorver e quase vivenciar.

Sinto muita falta de histórias deste Brasil que Nanda Belém mostra em seu romance: um lugar bom, alto astral sem ser só festas e glamour, descontraído e liberal, mas nem por isso descompromissado e irresponsável, de gente boa que pega ônibus sem reclamar da condução, que faz cursos no exterior e mesmo assim valoriza a viagem de final de semana para a praia que fica perto de onde mora, que vive bem porque batalha por isso. Outro detalhe simpático é a mescla da vida virtual no cotidiano, sem exagero, demonstrada com a medida certa de naturalidade, do jeito que as relações virtuais de fato se inserem no nosso dia a dia. Nanda soube trazer isso para o romance sem preconceito nem otimismo, considerando-o como parte do nosso cotidiano, reforçando sem exageros nem receios estes laços que me uniram a ela e igualmente nos ligam a quem lê o que compartilhamos nestas redes sociais.

🙂

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[Este post foi escrito e editado no iPhone. Perdoe eventuais falhas.]
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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