Longe é um lugar que não existe – para quem lê!

Hoje recebi um texto para embasar uma reportagem e lembrei de uma amiga que me pediu indicações sobre livros para ler com sua filha de 7 meses. O texto é da FNLIJ que está interessada em nos indicar como portal cultural. Nós usamos muito em casa livros de plastico (para banho), pano, EVA e cartolina grossa com figuras. Mas com o tempo eu notei que eles são muito caros mesmo e depois perdem a validade. Então é bom ter uns poucos, mas na verdade, uma criança inteligente vai apreciar mesmo a leitura de livros. A gente sentar na poltrona de amamentar com eles no colinho ou deitar na cama depois do almoço e ler uma historinha com muita encenação e nuances de voz, faz com que eles dêem gritinhos de alegria. Meus filhos ainda amam estes momentos comigo.
Enzo tinha dois livros favoritos dos 9 aos 14 meses: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (ele aprendeu a falar o nome de muitos bichos com esta obra do Jorge Amado) e Longe é um Lugar que Não Existe, do Richard Bach. Enfim, acho que o mais importante é que o pai e a mãe curtam aquilo que estão lendo, porque senão a gente evita porque é chato ou a animação na leitura fica muito prejudicada.

Dicas para incentivar a leitura na família
O texto abaixo, escrito por Laura Sandroni, por ocasião do 8º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, foi publicado na Revista, de O GLOBO, em 20 de agosto
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· Desde o seu nascimento, ou mesmo ainda no ventre de sua mãe, a criança é sensível ao som de sua voz. Dizemos como Almodovar: Fale com ela;
· Na hora de vesti-la ou durante o banho faça aquelas brincadeiras de “antigamente”, mas na realidade atualíssima: dedo mindinho, seu vizinho; cadê o toucinho que estava aqui, ou outra no gênero. Fique certa de que essas falas despertam nos bebês o prazer de ouvir;
· Quando a mãe ou o pai pegam o bebê para fazê-lo dormir, nada melhor do que uma cantiga de ninar, daquelas de nossos avós. Esse momento transmite amor e dá segurança, além do caráter encantatório da música, que já é percebido pela criança;
· Com poucos meses você já pode pegar um livro – daqueles cartonados, que não rasgam ou aqueles que hoje se chamam livro-brinquedo – e apontar as figuras coloridas, nomeando-as. É uma forma de mostrar que a palavra serve para designar pessoas e objetos, além de distrair a criança.
· Aos poucos uma história simples contada ou lida já será uma atividade de que sua criança gostará muito. Não se importe se ela pedir sempre a mesma história… É assim mesmo.
· Agora ela já escolhe o livro ou pede uma história de sua preferência. Não se esqueça de comprar um ou dois livros bem adequados à sua faixa etária para atendê-la.
· Mas veja, tudo isso só funciona se as crianças perceberem que em sua casa seus pais também lêem. Acima de tudo, educar é dar o exemplo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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