Logística reversa depende do apoio (e pressão) popular

Quando começamos a falar em sustentabilidade, nas conversas “mais avançadas” logo surge o termo: logísitica reversa. Necessidade indiscutível, este é um conceito empresarial que ainda está começando a ser redescoberto pela sociedade e uma “novidade” que o consumidor ainda não percebeu como pode ser boa para o seu bolso.

Como assim?

Eu explico!

“Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.”
(fonte: Blog do Voluntários Online)

Os mais velhos, nascidos antes de 1980, devem lembrar que a mesma empresa que entregava bebidas (refrigerante ou cerveja, por exemplo), recolhia os “cascos” vazios. Da mesma forma, diversos outros produtos eram reaproveitados pela indústria, criando um ciclo do bem, no qual não só o transporte ia e vinha cheio (compensando a viagem, como se diz), mas igualmente o produtor se responsabilizava pelo destino de seu produto depois do uso, criando um engajamento entre as três ponta: o consumidor, o ponto de venda e o produtor. Neste meio o transportador agia como “liga” e ajudava a reduzir muito o desperdício de insumos, desde o combustível até os materiais reaproveitáveis ou recicláveis.

Entende-se como Logística Reversa o processo em que os resíduos gerados no consumo de produtos retornam às cadeias produtivas, permitindo sua reciclagem ou reaproveitamento.

Acostumamo-nos tanto a pensar em reciclagem – de latas de alumínio, garrafas pet, papel, tetrapak – que esquecemos do valor do que pode ser simplesmente reaproveitado – os vidros de bebidas retornáveis, as caixas de madeira, estruturas metálicas – e o que precisa ser recolhido para ser descartado com cuidados ambientais especiais – as lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, por exemplo.

Todos estes materiais poderiam ser beneficiados com o estímulo à logística reversa. Devolvendo-os ao ponto de comercialização nós poderíamos reduzir o volume de descarte de materiais em boas condições (que, por falta de acondicionamento adequado, acaba muitas vezes virando lixo sem condições de uso) e também poderíamos também forçar uma redução nos custos dos produtos que compramos.

O que poucos sabem é que há uma mudança oficial no sentido de tornar a logísitica reversa uma obrigação, estimulando a gestão pós-venda.

O prazo instituído pelas Legislações vigentes, para as empresas se ajustarem ao novo processo de pós-venda, é até 2014. Para a professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) Izabel Zaneti, o prazo imposto é mais do que adequado. A mesma cita que haverá muitas mudanças de ações por parte das indústrias. Repensar na produção dos produtos, utilização de tecnologias mais limpas, etc. Nestes pontos, a indústria brasileira passará por grandes alterações.

Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento de estoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais uma opção de serviço pós-venda.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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