Lixo eletrônico no Campus Verde


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Nesta noite participei com muita honra de um debate na Arena Gaia do Campus Verde. Parte da programação da Campus Party, o debate foi transmitido ao vivo no canal IPTV Cultura e eu pude twittar enquanto dois pesquisadores da USP nos chamavam à razão (como cidadãos) sobre a tecnologia e sua capacidade de ser sustentável. Parece impossível, mas não é. O cientista Atila Iamarino, que eu já conhecia do blog Rainha Vermelha, é biólogo e pós-graduando em Evolução de HIV-1 e garante que a tecnologia só tem ajudado a melhorar a vida no planeta. No entanto, ele tem muitas restrições ao modo como consumimos tecnologia. Ao seu lado estava a Tereza Cristina de Carvalho, criadora do “selo verde” para todas as máquinas que são compradas pela Universidade de São Paulo.

Selo Verde da USP foi lançado em 17 de dezembro como um reconhecimento concedido às empresas da área de tecnologia cujos produtos sejam ambientalmente sustentáveis. Uma marca de computadores (Itautec) ganhou a primeira série de Selos Verdes atestando que as máquinas estão em conformidade com a diretriz européia RoHS, que prevê a não-utilização de insumos tóxicos ao meio ambiente na fabricação de equipamento, além de apresentar maior eficiência energética. A questão vai além do controle do consumismo, toca no problema do descarte de máquinas (notebooks, computadores, celulares, sons e suas baterias) e no que seus componentes podem liberar no lixo, contaminando a natureza. A professora contou que visitou sete empresas de reciclagem nas últimas semanas e elas não faziam o processo completo, apenas reduziam o lixo eletrônico. Por isso a universidade agora trabalha para conseguir concluir o processo de reciclagem até os minerais que compõem peças e baterias.

Lembrei que em Curitiba, onde meus pais moram, havia uma oficina da prefeitura que recebia os computadores antigos e os consertava, doando-os ou vendendo-os para a população carente e escolas públicas. Não seria uma alternativa? Aqui em São Paulo, na falta de um espaço como este, levei alguns equipamentos sem uso para o Batalhão de Bombeiros que recebe o lixo para reciclar no bairro. E você, como descarta seu lixo eletrônico? 🙂

P.S. O nome do blog, Rainha Vermelha, é uma alusão ao nome de uma teoria evolutiva proposta em 1973 por Leigh Van Valen para explicar situações na natureza onde duas espécies em competição evoluem de maneira que a competição se mantém estável. O nome da teoria vem da frase do livro Alice através do espelho de Lewis Carrol, e explicita a situação que vivemos no mundo um campo de batalha entre espécies, que co-existem e ao mesmo tempo competem.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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