Como o LinkedIn é usado por brasileiros

“Enquanto é verdade que exista um medo de negociar entre uma porcentagem de profissionais, todos nós podemos nos beneficiar da ideia de ficarmos mais espertos na hora de fazer solicitações no trabalho”.
Selena Rezvani

O estudo mostra uma correlação direta entre ser um usuário mais frequente do LinkedIn e se sentir mais confortável com o ato de negociar.

Tive a oportunidade de encontrar e conversar com algumas das grandes mentes do mundo digital no mês de março e em algumas ocasiões tratamos do uso profissional que se faz no Facebook e dos motivos que fazem o LinkedIn ser ainda pouco aproveitado no Brasil. Por coincidência nesta semana o site, maior rede professional mundo com mais de 150 milhões de usuários, sendo sete milhões no Brasil, divulgou um estudo sobre o comportamento de profissionais frente às negociações de carreira, resultado de conversas com mais de dois mil profissionais no mundo todo, sendo 300 no Brasil.

A temática principal era o comportamento do usuário desta rede ao pedir por um aumento ou fechar um negócio, sendo suas reações medidas em cinco categorias: medo, ansiedade, confiança, empolgação e indiferença. O estudo mostra uma correlação direta entre ser um usuário mais frequente do LinkedIn e se sentir mais confortável com o ato de negociar. Quarenta e oito por cento dos profissionais que visita o LinkedIn diariamente admitiu sentir confiança na hora de negociar, enquanto apenas um terço dos profissionais que visita a rede menos de cinco vezes por mês sente a mesma confiança.

Passamos por “pouco corajosos” num dos itens da pesquisa: os profissionais brasileiros apresentaram a maior porcentagem de participantes que admitiram sentir medo para negociar (21%). Globalmente, 35% das pessoas reportou sentir ansiedade ou medo sobre negociação. No entanto, 34%o dos brasileiros são confiantes, sendo que 10% entendem as negociações como empolgantes e 10% sentem-se indiferentes com relação à atividade.  Apesar disso, o Brasil foi o terceiro mais confiante (38%), mas ficou em sétimo lugar como o mais ansioso, com 20% dos profissionais ansiosos com relação ao ato de negociar. Doze por cento sente-se empolgado com a atividade, colocando o Brasil em terceiro lugar em comparação aos demais países pesquisados.

Usando figuras de linguagem…

Quando solicitados a comparar a negociação com diferentes situações, os brasileiros sentem que negociar é similar a um jogo de tênis (28%), no qual dois jogadores em condições iguais competem em uma partida organizada. Após várias rodadas, um é nomeado o vencedor. Vinte e quatro por cento dos participantes acreditam que negociar é mais parecido com dança, na qual dois parceiros executam passos coreografados. Outros creem que negociar no Brasil se assemelha a um jogo de poker (16%), no qual jogadores (alguns conhecidos outros não) são forçados a realizarem jogadas com base em informações incompletas. Diferentes táticas, como blefar, podem levar à vitória ou derrota. A menor porcentagem (5%) foi para os brasileiros que comparam a negociação a uma tourada, na qual dois oponentes com diferentes estilos e forças se encontram em um conflito desorganizado até que um, inevitavelmente, acabe com o outro.

O estudo também indica que, globalmente, os homens se sentem mais confiantes para negociar que as mulheres, com 37% dos homens dizendo que se sente confiante em comparação a apenas 26% das mulheres. Sobre o tema, vale a pena ver o vídeo (em inglês) com entrevista de Selena Rezvani, autora do livro PUSHBACK: How Smart Women Ask—And Stand Up—For What They Want (em tradução livre: PushBack: como mulheres espertas perguntam – e se posicionam – pelo que querem).

E para quem está precisando de uma forcinha para negociar seu salário…

Com o lançamento do aplicativo PayScale para LinkedIn – que permite que usuários do LinkedIn visualizem automaticamente  um relatório de salário baseado nos ganhos de profissionais com títulos similares – a rede social sugere algumas dicas que podem ajudar a se tornar um ninja da negociação:

  • Consulte Sua Rede: Sua rede profissional é a ferramenta menos utilizada em uma negociação. Amigos, colegas e suas conexões no LinkedIn (até mesmo conexões de segundo e terceiros graus) podem oferecer diversos tipos de insights e motivação.
  • Faça Pré-Pesquisa: Negociadores podem ganhar vantagem ao tomar a iniciativa de escrever um plano para qualquer proposta que tenham. Tente se juntar aos mesmos Grupos do LinkedIn que sua contraparte está associada para receber insights das motivações, atitudes e interesses dela (e).
  • Não ceder: Durante uma negociação, disperse a conversa – ou até mesmo adie – se necessário. Não aceite o primeiro retorno que você receba e se renda após sua primeira tentativa.

P.S. Vale ver o infográfico que mostra como o brasileiro usa o LinkedIn (via Pinterest do Nino Carvalho):

Perfil do usuário brasileiro no Linkedin (Profissão x Comportamento) http://pinterest.com/ninocarvalho/

Posts relacionados

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook