o gigante acordou - reprodução de imagem da internet

Vem pro papo “Desmistificando a liberdade nas novas mídias” no CRC

o gigante acordou - reprodução de imagem da internet

Neste ano tivemos uma grata e ingrata surpresa no Brasil: o gigante acordou, levantou e não quer mais ficar deitado em berço esplêndido. Não gosto deste clichê, mas admito que ele é o que melhor descreve o que aconteceu neste ano com a sociedade.

Se acordou por uma insatisfação antiga e crônica motivada por direitos violados, o povo brasileiro, este gigante admirável, se mantém ativo graças a uma novidade que chegou de mansinho, travestida de doce, fútil e lúdica: o uso de redes sociais.

Quando eu comecei meu blog, em 2005, ouvia frases enviesadas e preconceituosas dos parentes e amigos que diziam que eu “brincava com este negócio de blog”, como se eu passasse o tempo jogando paciência no PC, sabem? Era jornalista há uma década e estava em casa, sem trabalho fixo e cuidando dos filhos, passava fácil pelo típico exemplar do “desocupado”.

Junto com blog vieram comunidades virtuais das quais participei e em pouco tempo passei a moderar e daí duas coisas que até hoje são estranhas e vanguardistas se tornaram meu metier e minha rotina: “midialivrismo” e “tecedura de redes”.

Desta tecelagem, surgiram muitas parcerias e foi depois do almoço de uma delas (o Social Good Brasil) com Fernanda Bornhausen Sá que conheci o espaço físico e a equipe do Centro Ruth Cardoso. Informal e improvisado, foi um encontro muito especial no qual fomos recebidos por Regina Esteves Siqueira, Superintendente Executiva do CRC, que eu fiz questão de registrar para o álbum de Manu, minha filha que nasceu neste ano e eu brinco que será uma “ativista”.

sam samegui shiraishi no centro ruth cardoso com regina esteves e fernanda bornhausen sa

Naquele papo surgiu o evento que realizaremos amanhã no CRC e que sonhamos que seja mais do que uma “roda de conversa” avulsa, nascendo com a vocação de reunir pessoas interessadas em avançar na reflexão e na prática de uma mídia livre e ao mesmo tempo com valores e responsabilidades.

Eu, o jornalista Guilherme Waltenberg e a coordenadora do CRC Sueli Galhardo receberemos colegas interessados e convidados da entidade nesta quarta-feira, 16/10, a partir das 9h30, para o que espero que seja a primeira de muitas rodas de conversa sobre o tema.

Neste primeiro encontro três temas nortearão nosso papo, que terá moderação de Manoel Fernandes, da Bites:

– Qual o papel da técnica jornalística?
Em um ambiente onde as novas tecnologias propiciam o ferramental necessário para que grupos independentes realizem coberturas de fatos sem a necessidade de uma empresa jornalística financiar os equipamentos, onde fica a técnica jornalística? Como mudou o papel do repórter e do jornalista? Ele ainda é necessário ou essa mudança tecnológica acabou com o jornalismo como profissão? Qual a diferença na cobertura feita por um grupo independente daquela feita por profissionais? Quais as transformações que o conhecimento técnico pode sofrer?

– O que é a liberdade na mídia?
Que quer dizer ser livre e democrático na hora de cobrir fatos? Uma transmissão ou cobertura, para atingir esses quesitos, necessita mostrar os fatos sob todos os ângulos, em 360 graus, sem privilegiar nenhum em detrimento aos outros? Ou, partindo de um pressuposto de que ou é impossível mostrar todos os ângulos ou de que ter um ponto de vista definido antes de relatar um fato não é necessariamente um atentado à liberdade, a transparência pode significar a liberdade ou a não censura? Ou seja, que é ser livre na mídia, é relatar todos os fatos com absoluta isenção ou ser transparente com relação ao seu ponto de vista?

– Como desmistificar o midialivrismo?
As novas mídias são compostas de pessoas que usam espaços na internet para opinar sobre temas que lhe são caros, num conceito de mídia livre que pode ser usada para formação continuada de nossa cidadania. A questão que se apresenta é: qual o impacto social do empoderamento da imprensa independente no contexto atual?

Quer ir? Basta aparecer lá entre 9h30 e 12h. O Centro Ruth Cardoso fica na rua Pamplona, 1005, SP.

papo sobre a liberdade nas novas midias

Quer ver quem mais estará lá com a gente? Clique neste link e veja a lista de convidados. Se quiser participar dos próximos, deixe seu nome e contato neste formulário.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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