Semeando e cultivando Pequenos Leitores #lerfazcrescer

Nem preciso contar o quanto aqui em casa a gente lê com as crianças, não é mesmo? Uma rápida passada no meu Flickr ou no Twitter me entregam rapidinho. A coisa é tão próxima do vício aqui na família que há dois anos criei uma rede social (no Ning) para conversar com outros pais de pequenos leitores e acabei reunindo um grupo maravilhoso que inclui também escritores e ilustradores no que hoje é o blog Pequenos Leitores.

E meus pequenos (já nem tão pequenos assim) leitores têm seus “artistas” especiais, aqueles que conseguem falar com a alma infantil através dos desenhos e das palavras nos livros infantis. Dentre os favoritos do Enzo está a dupla Lalau e Laurabeatriz que, além de brincar com imagens contemporâneas (são fortes mas ternas, como as crianças atuais) fazem um jogo de poesia moderna linda.

Mas estes escritores, como tantos outros excelentes que conhecemos, publicam livros que não são tão baratos assim de comprar. Não dá para ter tudo e não dá para dar a todo mundo – embora nossa vontade seja sim de presentear cada criança amiga com eles! Mas dá para ganhar: os pequenos leitores que acessarem o hostsite da ação Ler Faz Crescer até o dia 31 de Outubro poderão receber em casa 4 livros infantis de presente. Isso mesmo, o Itaú Unibanco está distribuindo gratuitamente kits com a Coleção Itaú de Livros Infantis e para receber um kit em casa basta fazer o pedido pelo site: www.itau.com.br/lerfazcrescer

E se você ficou meio na dúvida e já está pensando que livro gratuito costuma ser de qualidade ruim, confie no meu aval: embora tenham apresentação simples, as obras são muito boas e tanto texto quanto ilustrações tem sua qualidade mantida. Meus filhos gostaram especialmente de duas delas: O jogo da parlenda (de Heloisa Prietro) e Bem-Te-Vi (de Lalau e Laurabeatriz), ambos da Companhia das Letras. Os outros dois títulos são O Lobisomem e Os três porquinhos, clássicos republicados pela editora Girassol, daquelas estorinhas que sempre agradam aos pequenos. No hotsite é possível ouvir “uma canja” e ter um aperitivo das histórias, deixando a curiosidade infantil rolar solta.

No vídeo abaixo, @enzobuzz é quem dá a canja de Bem-Te-Vi:

#ficaadica: Além de doar os livros, a Fundação está ensinando colaboradores a se tornarem Contadores de História. E no kit recebemos o desafio de, como pais, avós ou tios, sermos também figuras a estimular o “consumo de cultura” e a educação cultural infantil treinando nossa criatividade e distribuindo carinho na contação das histórias que recebermos. Vale lembrar sempre que mais do que o presente material, a criança fica feliz com a nossa presença amorosa e dedicada nas atividades do seu cotidiano de ler, crescer e aprender a todo instante. É a companhia do adulto – mais ainda que a quantidade de livros – que faz a criança ter interesse verdadeiro de folhear um livro, imaginar cenas da história e acompanhar a narrativa.

P.S. Estive recentemente no QG da Fundação Itaú Social e conheci seu trabalho para o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes e que tem no Itaú Criança que, desde 2006, contribui para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, por meio de ações para a melhoria da qualidade da educação, dedicando o mês de outubro para estimular gestos concretos para essa causa. Se você não conhece e quer saber mais, me avise, terei prazer em apresentar a equipe que está por trás deste trabalho bonito. 🙂

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Os tuites de ontem e o bate papo com amigas sobre o tema me fizeram lembrar de muita coisa boa sobre leitura com as crianças. Abro um espaço aqui para registrar parte disso.
Sempre quis saber ler, mas fui daquelas crianças que só distinguiram as letras quando chegaram à primeira série, já com 7 anos completos. Sonho realizado, me faltavam livros de histórias para crianças, pois minha cidade não tinha nem biblioteca infantil nem livraria… minha mãe logo driblou isso com o Círculo dos Livros, aquele sistema de venda de livros por correio. Namorei tantas obras naquelas revistas como jamais namorei roupas ou maquiagem em revistas femininas depois! E tenho carinho muito especial pelos primeiros livros de lá que ganhei: Manu, a menina que sabia ouvir, que perdi há anos, e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, que pude compartilhar com Enzo desde bebê. Ele aprendeu a falar, antes de 1 aninho, vendo as ilustrações do livro maluco de Jorge Amado no qual o Gato se apaixona pela Andorinha!
=)
Mas Enzo só ouviu histórias depois de nascer. Apesar de saber de estudos que indicavam a leitura desde que o bebê está na barriga, eu me sentia meio ridícula “por ler para ninguém”… que engano! Com Giorgio, que ouvia muitas histórias ainda na barriga por conta do irmão (engravidei do caçula quando o mais velho tinha perto de 2 anos, no auge do “conta de novo”), nasceu criativo e pronto para consumir cultura. Apesar de agitadíssimo em tudo, ele tem uma capacidade de concentração quando ouve histórias (ou música, ou vê teatro e filmes) que é sempre elogiada. Sinto que é reflexo desta educação que começou na barriga, desde os seus primeiros dias de vida… mas isso, queridos, fica para outro post, porque este adendo já ficou muito longo!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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