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Preciso fazer um comentário: o mesmo jornal que fala mal do suco de caixinha e do refrigerante porque tem muito açúcar e conservantes (há controvérsias neste quesito) dá matéria toda semana com ideias de *franquias superrentáveis* de comida industrializada a brigadeiro gourmet. Também não os vejo “baterem” nos usineiros de açúcar, só na ponta da cadeia produtiva que parece ser mais frágil, essa da indústria que depende do varejo e, em tempos de redes sociais, depende também do humor do leitor que vai compartilhar a imagem bonitinha muitas vezes sem ler e quase sempre sem questionar a linha editorial.

Se Romário quer que se ensine a Constituição nas escolas, como jornalista eu gostaria que se ensinasse a ler a condução e a falta de comprometimento da mídia com o público.

Você tem feito essa reflexão da leitura por trás da leitura com os jovens da sua família? Ensina a relacionar publicidade e linha editorial? Mostra qual a orientação política por trás das reportagens?

Faça isso ou ficaremos estacionados numa comunicação no estilo “catraca livre” em que o importante é a contabilidade de “like/share”!

Sobre o projeto de Lei 6954 de 2013, de autoria do deputado federal Romário (PSB-RJ): a ideia é incluir o estudo da Constituição Federal nos ensinos fundamental e médio. Pela proposta, a disciplina “Constitucional” deve formar um cidadão consciente de seus direitos individuais e deveres sociais. A proposta alteraria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e se baseia na argumentação de que os jovens, ao completarem 16 anos e adquirirem o direito ao voto, devem estar preparados para participar ativamente da sociedade.


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