Lei Maria da Penha vira rede social

Há quase dois anos eu escrevi no blog sobre a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Maria da Penha), criada para proteger mulheres vítimas de agressões domésticas, reduziu o número de denúncias desse tipo de violência. Desde então este sempre foi um dos temas mais populares aqui e diariamente vejo o registro de dezenas (ou centenas, dependendo da fase do ano) de visitas vindas de mecanismos de busca procurando informações sobre a violência contra a mulher.

Fico feliz por poder tratar do assunto e contribuir, mas me regozijo ainda mais por saber que em torno do tema surgiu na web um movimento crescente de defesa das mulheres. Muitas informações podem ser obtidas agora numa rede social fechada criada para reunir pessoas com interesse na área e que pode ser conhecida aqui.


No meu post antigo havia muita discussão sobre o uso indevido que algumas mulheres fazem da nova lei, tanto quanto confissões e desabafos de mulheres que vivenciam ou vivenciaram de alguma forma a situação. Mas antes de criticar, é importante se informar e perceber a importância e o valor das alterações sociais e jurídicas que a lei trouxe.

Vale refletir sobre o que é e o representa para nossa sociedade a violência doméstica.

Violência doméstica é qualquer ação ou conduta de familiares ou pessoas que vivem na mesma casa, que causem sofrimento físico, sexual e psicológico à mulher podendo levar até, a morte. Essas violências constituem crimes e podem ter várias formas: lesão corporal ou espancamento, ameaça, tentativa de homicídio, homicídio.

Segundo a pesquisa “A mulher brasileira nos espaços publico e privado”, realizada com 2.502 mulheres de 187 municípios de 24 Estados brasileiros pela Fundação Perseu Abramo, os números da violência doméstica no Brasil são alarmantes:

* 33% das mulheres já sofreram algum tipo de violência física;
* 11% foram espancadas pelo menos uma vez;
* Em 20% dos casos, a forma de agressão é branda, como tapas e empurrões;
* Em 18% dos casos, a agressão é psíquica;
* Ameaças com objetos quebrados e atirados e roupas rasgadas somam 15% dos casos
* Mais de 50% das mulheres não pedem ajuda;
* Em 53% dos casos, os maridos e parceiros são os principais agressores;
* Os abrigos para as mulheres e seus filhos são indicados como melhor solução para 43% das pesquisadas;
* 21% delas apontam a criação de delegacias da mulher e 13% citam o serviço gratuito por telefone para socorro e orientação.

O que nós podemos fazer para ajudar estas pessoas?

P.S. Posts sobre violência doméstica aqui no blog nos últimos anos:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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