Lei da Palmada

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Desde que tuitei do Roda Viva com @doduti e @nerdpai sobre a Lei da Palmada – que na época era um “Projeto do governo quer impedir castigos físicos e prevê advertência aos pais” – continuo pensando que “punir o pai agressor não adianta. É preciso ensinar esse pai que existem outros meios de se educar”.

Mas também compreendo quando leio uma mãe que afirma que prefere “usar desse recurso hoje do que o filho apanhar de verdade de estranhos amanhã, por não saber se comportar ou se impôr, como adulto. Ou pior, ficar sem limite nenhum e achar que assim pode tudo.”

Sempre bom lembrar que, com ou sem lei, é a sociedade que tem o papel de se autorregular, de observar (mesmo) se as famílias estão convivendo de forma saudável. Nós é que, com a troca, a convivência e a parceria construímos um momento social mais saudável. E acredito sinceramente que são debates como este (iniciado por Vanice Santana no Facebook e que continuou com mães blogueiras como Cris Guimarães) que fazem o verdadeiro trabalho que reflete a realidade atual das famílias e nos permite questionar e evoluir.

Vale reforçar que como blogueiros (ou formadores de opinião das novas mídias) nós estamos “avant-garde”, à frente dos movimentos sociais porque estamos mais informados e (não raro) mais instruídos. E leis como esta alcançam não só nossas famílias, mas buscam mudar uma cultura presente em muitas famílias nas quais as crianças não têm direitos preservados e cuja infância e formação correm grandes riscos sem uma regulamentação assim.

Enfim, é realmente para pensarmos juntos, mas também para nos fazer rever o espaço privilegiado que temos na nossa sociedade e considerar se não é tempo de arregaçarmos as mangas e partir para um verdadeiro trabalho de conscientização não só da Palmada, mas da “re-significação” (neologismo ou não) dos limites no modelo de família atual.

Leis mais sobre o tema aqui:

Calar é permitir, denunciar é combater

O grito não educa, apressa despedida #SemPalmadas

Corrente da confiança

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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