bem estar / cidadania

Depois de semanas de aviso, como o do vídeo acima com o médico Drauzio Varela, a lei pela qual muitos esperavam entrou em vigor ontem na capital paulista. Ao chegar na casa dos meus pais em Curitiba me deparei com a notícia na versão impressa da Gazeta do Povo informando que Curitiba também já providenciou uma lei semelhante – aprovada pela Câmara de Vereadores na semana passada -, o que me fez ter esperanças de que outras cidades adotem a mesma medida preventiva.

Os motivos para que nossa sociedade dificuldasse o fumo passivo são inúmeros – como mostra o vídeo abaixo, que vi no post da @esterbeatriz, mostrando como o cigarro dos outros podem afetar a vida dos que optam por não fumar, mas eram forçados a respirar a fumaça alheia durante horas no ambiente de trabalho.

Vivi esta experiência: na minha infância muitos adultos à minha volta eram fumantes e tanto nas salas de aula da UFPR quanto nas redações ainda comum que as pessoas fumassem em ambientes fechados. Como minoria não-fumante, restava para mim apenas suportar a fumaça alheia. Com uma Campanha Anti-Fumo na qual toda sociedade se envolva, conto que a realidade de universitários e recém-formados dos meus filhos tenha muito mais qualidade de vida do que a minha. 🙂

campanha anti fumo proibido fumar

Não há dúvida de que o grande beneficiado com a nova lei é o fumante passivo que antes sofria ao inalar a fumaça do cigarro involuntariamente – principalmente em locais fechados. Segundo informações do InCor (que há 15 anos mantém o Programa de Assistência Integral ao Fumante, destinado a pessoas que têm interesse em parar de fumar):

“O fumante passivo não ficará mais doente com a fumaça do cigarro que pode causar incidência de 40% de infarto e 30% de chance maior de ter cancer de pulmão. Além de problemas respiratórios como rinite, sinusite, bronquite e catarata precoce. Vale ressaltar que estas pessoas poderão se divertir melhor sem fumaça tóxica, saborear melhor a comida sem o odor do cigarro”.

Eles contam também que em algumas cidades dos Estados Unidos houve uma redução de 40% de problemas cardiológicos após a restrição ao fumo em ambientes fechados e públicos – infelizmente, ainda não há dados brasileiros sobre o tema, mas tenho fé que breve teremos números positivos, que alterem a realidade de que o tabagismo seja a causa de 200 mil mortes por ano no país (e cinco milhões de mortes por ano no mundo), sendo que destes 2600 são fumantes passivos. A previsão da OMS para 2030 é que se as pessoas continuarem a fumar como hoje teremos 10 milhões de mortes associadas ao uso do cigarro, e sete milhões em países em desenvolvimento.

P.S. E para quem quer optar por estar num ambiente fumante (e sou a favor do direito de escolha, mesmo neste caso), alguns restaurantes e bares da capital encontaram um jeito de deixar um fumódromo confortável para os clientes. A lista está aqui no Guia UOL.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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