Legado #ImaginaJuntas no #diadamulher

“me levanto
sobre o sacrifício
de um milhão de mulheres que vieram antes
e penso
o que é que eu faço
para tornar esta montanha mais alta
para que as mulheres que vierem depois de mim
possam ver além”
Rupi Kaur

Flores, poesia, exaltação das qualidades femininas.

O dia da mulher tem muito disso e nem tudo precisa ser piegas, tampouco o que joga para baixo do tapete a luta das mulheres e tudo que ainda precisamos fazer.

Trago um fenômeno instapoet – artistas que divulgam seus poemas no Instagram – para celebrar a data e para mostrar que todos somos valiosos como os agentes da ,mudança que queremos ver.

A indiana, radicada no Canadá desde os 4 anos, Rupi Kaurm, autora do livro de poesia e prosa intitulado “milk and honey” (no Brasil publicado como Outros jeitos de usar a boca, reune violência, abuso, amor, perda e feminilidade em suas obras.

Uma antologia de poesias, prosa e ilustrações, o livro é dividido em quatro capítulos, cada um com um tema diferente. A seções estão intituladas “the hurting“, “the loving“, “the breaking“, e “the healing“.

Ela originalmente publicou de maneira autônoma seu livro na Amazon em 2014, mas foi tão popular que uma editora, Andrews McNeel Publishing, decidiu adotá-lo para uma segunda impressão em outubro de 2015. De lá para cá, o livro esteve nas listas de mais vendidos, junto com escritoras como a também canadense Margaret Atwood – de quem a gente tem falado! Lançado na internet, saindo de instagram e tumblr, é um fenônomeno que nos faz pensar em como o offline ainda é valioso quanto pensamos me mulheres: em outubro de 2016, Milk and Honey foca em temas como amor, perda, trauma, violência sexual, mulheridade e cura, havia vendido meio milhão de cópias. 

 

Não posso dizer que ela me traduz completamente, mas essa poesia chamada Legado, que abre o texto, é sim algo que eu diria.

🙂

E trago as minhas palavras porque é assim que entendo e prego o acolhimento:

não preciso concordar para acolher

não preciso ser igual para aceitar 

não preciso amar para conviver

só preciso ser humana para saber que somos iguais

Gostou?

Hoje estamos lançando um grupo para acolher, apoiar e reunir mulheres: o imaginajuntas.com.

Antevemos trocas incríveis, conversas honestas, sinceridade, empatia, sororidade na prática.

Vai lá!

Sobre o coletivo #ImaginaJuntas:

A iniciativa tem por objetivo promover diálogo entre as mulheres com foco em seu papel, suas condições e conquistas no cenário atual da sociedade com o objetivo de reconhecer a diversidade e a força da mulher quando ela se reconhece naquilo que ela “está” hoje. Sem culpas. Sem neuras. Sem padrões a serem cumpridos. As mulheres normalmente evitam tomar a frente, expor suas decisões e argumentar com base em fatos. No geral são acondicionadas a obedecer, acatar as situações impostas em suas vidas pessoais e profissionais, mas nem sempre isso reflete seus sentimentos e desejos. Imagina Juntas é um movimento que pretende fomentar um coletivo de mulheres que acreditam numa realidade diferente: uma realidade em que somos mais fortes ao reconhecermos nosso direito de realizar escolhas pessoais e onde a competição dê lugar a união. Vamos falar sobre parcerias, sororidade na prática e como o mundo pode ser melhor quando as mulheres se apóiam e caminham juntas.

Veja como foi o lançamento:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.