cidadania / destaque

Gosto muito dessa expressão de língua inglesa (by the book/by the numbers) que significa seguir as regras à risca.
  

Lembrei disso ontem porque comentei da reação dos islandeses à citação do Primeiro Ministro do país no escândalo Panamá Papers e quis explicar para uma amiga porque eu não vejo golpe no que está acontecendo no Brasil. Precisamos aceitar que as regras valem pra quem não gostamos, pra quem apoiamos e pra nós mesmos.

É isso que os brasileiros não aprenderam bem nestes 30 anos de volta da democracia e que faz falta neste momento tão triste da nossa vida cidadã: 

Learn how to play by the book.

  
A regra tem que valer para todos, sempre. Se não gostamos, devemos tentar mudar as regras democraticamente (por exemplo, eu votei no plebiscito do Parlamentarismo/Presidencialismo!) ou usá-las para dar uma nova chance ao modelo atual (usando brechas legais como um processo de impeachment). 

O que não dá é para continuarmos calados diante de desmandos, sendo acuados com boatos e ameaças veladas de golpe militar, defendendo a permanência de um governo que não queremos só porque vários outros políticos também não deveriam estar no poder.

Devemos usar as regras que os nossos representantes definiram na última constituição e usá-las para botar ordem na casa, sem preferências pessoais, objetivando o bem estar do país como um todo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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